Entre muros e nomenclaturas: a construção identitária da Polícia Penal em Rondônia

Este estudo analisa a construção identitária da Polícia Penal em Rondônia, a partir da transição do cargo de Agente Penitenciário para Policial Penal, formalizada pela Lei Complementar nº 1.102/2021. A pesquisa explora a trajetória histórica da função, desde o período do Território Federal do Guaporé, passando pela integração na Polícia Civil e pela atuação em condições estruturais e operacionais desafiadoras, até a consolidação da identidade profissional atual.
Por meio de análise documental, registros históricos e experiência vivenciada no sistema penitenciário, o estudo identifica os impactos da mudança de nomenclatura sobre o reconhecimento social, psicológico e funcional dos servidores. Observa-se que a criação da Polícia Penal contribuiu significativamente para a valorização profissional, fortalecimento do sentimento de pertencimento e clareza sobre atribuições e responsabilidades institucionais. No entanto, a pesquisa evidencia que os desafios estruturais e administrativos das unidades prisionais permanecem, limitando o alcance de melhorias significativas. O trabalho também discute a relação entre a experiência acumulada por diferentes grupos de servidores e as transformações no sistema prisional, destacando como o reconhecimento formal da função influencia a motivação e a atuação cotidiana dos profissionais.
Palavras-chave: Polícia Penal. Identidade profissional. Sistema penitenciário. Valorização institucional. Rondônia.
Veja Também
Violência: Rondônia exige mais que reação, exige estratégia
A destruição sumária de equipamentos de garimpo e os limites da atuação estatal
O planejamento que não planeja: o PPA de Porto Velho e a política do futuro adiado