Em Guajará-Mirim, distribuidor de peixe foge pelo rio para evitar prisão por furto de energia

Uma distribuidora de peixes em Guajará-Mirim, localizada às margens do rio Guaporé foi alvo de uma operação nesta quinta-feira (14), após denúncias de furto de energia. Durante a ação, os responsáveis pelo estabelecimento fugiram pelo rio ao perceberem a chegada das autoridades.
Equipes da Energisa, Polícia Civil e Polícia Técnico-Científica foram até o local após informações de ligação clandestina de energia elétrica, popular "gato". No galpão, foram identificados cerca de 20 freezers e cinco câmaras frias funcionando com consumo irregular. No momento da chegada das equipes, os suspeitos escaparam por um corredor com acesso direto ao rio Guaporé, evitando a abordagem policial.
Outras ocorrências
Na quarta-feira (13), outro comércio da cidade também foi flagrado com desvio de energia, incluindo manipulação em duas fases da rede elétrica. O proprietário foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos.
Nesta quinta-feira (14), também foi identificado furto de energia em uma residência no município. O responsável foi conduzido à delegacia para os procedimentos cabíveis.
Em 2025, Guajará-Mirim registrou quase 1.500 casos de furto de energia, ocupando a quinta posição no ranking de irregularidades em Rondônia.
De acordo com o gerente do Departamento de Combate às Perdas da Energisa, Daniel Andrade, o crime impacta a todo a sociedade. "O furto de energia coloca vidas em risco, compromete a qualidade do fornecimento, impacta diretamente na conta de quem paga corretamente e prejudica a arrecadação de impostos pelo estado", ressalta.
Crime e penalidades
O furto de energia é considerado crime, conforme o artigo 155 do Código Penal, com pena que pode chegar a oito anos de reclusão. Quando há adulteração de medidores, os envolvidos também podem responder por estelionato (artigo 171).
Prisões
Somente em 2026, mais de 40 pessoas foram presas em flagrante por esse tipo de crime no estado. Em 2025, o número chegou a 139 prisões. Além disso, duas pessoas já foram condenadas pela Justiça neste ano, com imposição de pena e multa.
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