Justiça mantem na cadeia criminosos brasileiros que foram presos na Bolívia; penas de acusados ultrapassa 1000 anos

Em audiência de custódia realizada neste domingo (30), pela Vara Criminal de Guajará-Mirim, a Justiça de Rondônia manteve a prisão de dois acusados de pertencer a uma quadrilha especializada em roubo de caminhonetes em Rondônia e Acre para comercializar na Bolívia. A prisão deles ocorreu em Riberalta, Bolívia, durante uma operação que envolveu autoridades de segurança dos dois países.
Os acusados eram procurados, pois tinham vários mandados de prisão em aberto contra eles por diversos crimes, além de agirem de forma muito violenta com relação às vítimas, praticando sequestros e espancamentos. A soma das penas dos acusados ultrapassa 1000 anos
Contra um deles, considerado o líder da organização criminosa, havia 7 mandados de prisão em aberto por crimes como roubo, recepção, furto, porte de arma de fogo, praticados em diversas cidades de Rondônia, como Buritis, Ariquemes e Porto Velho. Ele estava vivendo na Bolívia com identidade falsa há 10 anos, segundo apurou a polícia.
Contra o segundo acusado capturado, natural do Acre, havia um mandado expedido pela Vara Criminal de Plácido de Castro - TJAC (prisão preventiva por homicídio).
Eles são considerados muito perigosos, sendo que o acreano estava na Lista Vermelha da Interpol.
A operação, que foi batizada de Fronteira Segura, envolveu o Ministério da Justiça do Brasil e o Governo de Rondônia, que mobilizou unidades especializadas da Polícia Militar de Rondônia, como o Batalhão de Polícia Militar de Fronteira (BPFRON), Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), Batalhão de Policiamento de Choque (BPCHOQUE) e o Pelotão de Operações com Cães.
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