Rondônia, 04 de maio de 2024
Cidades

Para secretário de Jaru, Estado precisa investir mais na saúde

O secretário Municipal de Saúde de Jaru, Iran Cardoso Bilheiro, durante a Audiência Pública realizada na manhã de hoje no auditório da Câmara Municipal de Jaru fez um desabafo: “O Estado não manda recursos suficientes para manutenção dos serviços necessários ao município”.



Conforme declaração de Bilheiro, hoje a folha de pagamento do Município de Jaru consome 85% do seu orçamento e o que sobra é muito pouco para aparelhos equipamentos e remédios. O Estado passa para Jaru apenas R$ 180 mil anuais para manter a saúde, enquanto o Município entra com R$ 8 milhões e o Governo Federal com outros R$ 7 milhões.

Iran frisou também que pediu oficialmente ao Estado um repassasse R$ 40 mil por mês para pagamento de cinco especialistas, entre eles um cardiologista, e nada conseguiu e enfocou que com todas as dificuldades o Município faz ainda de 15 a 20 cirurgias/mês e em muitas delas se faz necessário o tal exame específico do cardiologista, sobretudo em pacientes com idade superior aos 40 anos para que possa ser operado e às vezes precisa ser deslocado para a capital por não ter o especialista.

Conforme declaração de Bilheiro, hoje a folha de pagamento do Município de Jaru consome 85% do seu orçamento e o que sobra é muito pouco para aparelhos equipamentos e remédios. O Estado passa para Jaru apenas R$ 180 mil anuais para manter a saúde, enquanto o Município entra com R$ 8 milhões e o Governo Federal com outros R$ 7 milhões.

Não obstante lembrou que, apesar da fama de que o município encaminha todo mundo para Porto Velho ao invés de tratar na cidade, foram feitos no passado 180 mil atendimentos na cidade e encaminhados 800 pacientes para Porto Velho, um índice de apenas 0,5% de deslocamento para tratamento em relação aos atendimentos no próprio município.

Iran reconhece que apesar do avanço a saúde em Jaru, não atende conforme deveria, mas diz que o município ficou esquecido e espera que o novo governante reveja a situação.

Durante a reunião ele apresentou dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que para cada mil habitantes se faz necessário um médico, o que mostra que Jaru está muito aquém da necessidade. A cidade tem 53 mil habitantes, portanto o necessário seria 53 médicos, ao passo que tem só tem 17 residentes e 19 importados (os que residem em outros municípios e atendem por escala de serviço). Ele falou ainda que a escassez de médicos não é só em Jaru, mas em todo o Estado.

Para ele, uma das alternativas seria a contratação de universitários, acadêmicos em Medicina como estagiários para desafogar a situação.
No final de sua fala o secretário pediu que o Poder Judiciário seja um pouco mais municipalista e ajude a cobrar as atribuições do Estado que não estão sendo cumpridas para a melhoria da saúde da cidade.
O conselheiro de Saúde do município, Francisco Berto pediu a palavra e endossou o que disse o secretário, se colocando, em nome do Conselho, à disposição para iniciar uma severa cobrança ao Estado. “O secretário tem razão, jamais o vi tão lúcido”, disse ao final da reunião.

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