Rondônia, 23 de junho de 2026
Cidades

Sinsepol inicia operação "Cumpra-se a Lei"

Delegacias de polícia em ruínas, viaturas paradas por falta de manutenção, equipamentos ultrapassados e servidores desvalorizados. Este é o retrato fiel da segurança público no Estado de Rondônia, setor que estava nas promessas de campanha do governador Confúcio Moura como uma das prioridades.


A insatisfação atinge todas as categorias e todo esse movimento conta com o apoio irrestrito do sindicato dos delegados, o Sindepro, bem como do sindicato dos peritos, o Sinpec.
Desde que foi iniciada, no dia 24 de março, a “Operação Cumpra-se a Lei” tem revelado à população a situação precária em que se encontra a segurança pública e as péssimas condições de trabalho dos servidores da Polícia Civil.


A insatisfação atinge todas as categorias e todo esse movimento conta com o apoio irrestrito do sindicato dos delegados, o Sindepro, bem como do sindicato dos peritos, o Sinpec.
Desde que foi iniciada, no dia 24 de março, a “Operação Cumpra-se a Lei” tem revelado à população a situação precária em que se encontra a segurança pública e as péssimas condições de trabalho dos servidores da Polícia Civil.

De acordo com o sindicato, a Polícia Civil sempre desenvolveu atividades além das suas atribuições para colaborar com o governo. Entretanto, o governo não reconhece esse esforço, muito menos valoriza esses profissionais e não reconhece os direitos dos servidores da Polícia Civil.

O governo não cumpriu, por exemplo, o compromisso feito com a categoria para aprovar o Plano de Carreira, uma luta que já dura três anos.

Com a “Operação Cumpra-se a Lei”, os servidores decidiram que não vão mais tirar dinheiro do bolso para pagar pequenos consertos em equipamentos e viarutas, reparos nas instalações, nem para comprar material de expediente.

A consequência dessa decisão é que viaturas policiais estão sendo recolhidas por falta das condições mínimas exigidas para trafegar, como farol queimado, falta de documentos, pneus carecas, e serviços estão deixando de ser executados nessas delegacias por falta de equipamento e de material.

Os servidores também decidiram que não trabalharão mais horas além das estabelecidas em seus contratos de trabalho, e executarão apenas as tarefas pertinentes à função que ocupam.

A direção do Sinsepol alerta que a tendência é que a situação piore a cada dia, pois o sindicato vai formalizar denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e vai pedir o fechamento de delegacias que não possuem as condições de funcionamento.

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