Acir diz que produtor de Rondônia “paga a conta” da falta de estrutura para escoar produção

Rondônia sabe produzir. O problema começa quando essa produção precisa sair do campo e chegar ao mercado. Para o candidato ao Senado Acir Gurgacz (PDT), a deficiência das estradas transforma a força produtiva do Estado em uma conta cada vez mais pesada para quem trabalha. “Rondônia produz muito, mas, na hora de escoar a produção, aí o Estado sofre e quem paga a conta é o produtor”, afirmou.
Acir chama atenção para um problema que atinge toda a cadeia. Estrada ruim não significa apenas buraco, viagem mais lenta ou desconforto. Significa custo. E esse custo vai se acumulando até chegar à mesa do consumidor. “Quando uma estrada está em más condições, o problema não fica na estrada. Ele aparece na saúde, no preço do frete, no custo do combustível, no custo do supermercado, no orçamento das famílias de Rondônia.”
Na avaliação do candidato, não adianta cobrar cada vez mais de quem produz se a infraestrutura não consegue acompanhar o tamanho da produção rondoniense. O produtor planta, cria, colhe, emprega e movimenta a economia, mas continua enfrentando dificuldades justamente na hora de colocar sua produção na estrada.
O resultado aparece diretamente na competitividade. Quanto mais caro custa transportar, mais caro custa produzir. Quanto maior o frete, maior a pressão sobre os preços. E o prejuízo que começa no campo acaba dividido entre produtores, transportadores, comerciantes e consumidores.
É nesse contexto que Acir também cita a BR-364. Para ele, a discussão sobre a rodovia não pode se resumir à cobrança de pedágio. Antes de falar em tarifa, Rondônia precisa discutir aquilo que realmente interessa a quem utiliza a estrada: estrutura, duplicação, segurança e condições para transportar a produção. Acir afirma que não é contrário ao pedágio, mas rejeita a cobrança de valores que considera excessivos em uma rodovia que ainda não oferece a estrutura necessária.
A preocupação principal, porém, vai além da tarifa
Para o candidato, Rondônia não pode continuar sendo eficiente para produzir e ineficiente para transportar o que produz. “Quem produz já carrega peso demais para ainda ter que pagar pela falta de uma estrada à altura do que Rondônia produz.”
Acir defende que melhorar as condições das rodovias significa atacar um problema que afeta a economia de ponta a ponta: reduz custos para o produtor, melhora o transporte, aumenta a competitividade e diminui a pressão que frete e combustível exercem sobre os preços pagos pela população.
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