Rondônia, 23 de janeiro de 2026
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Abandono do tratamento contra a tuberculose preocupa Agevisa, que faz alerta em nova campanha

Testar, tratar e vencer. Este é o lema da Campanha Nacional de Combate à tuberculose  que está chegando na reta final neste mês. Rondônia ainda registra muitos casos da doença, cujo bacilo foi descoberto em 1882 pelo médico alemão, Robert Koch. De acordo com a Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), são pelo menos 700 casos registrados anualmente, dos quais metade é registrada em Porto Velho. Em seguida vêm Ariquemes  e Ji-Paraná.

No estado, um dos agravantes da tuberculose, é a população carcerária, facilmente atingida devido à aglomeração. Transmitida pelo ar, a doença se dissemina por meio das gotículas expelidas pelo doente quando  tosse, fala ou espirra. Os dados preliminares de novembro apontam a presença de 516 casos de tuberculose, desse total, 309 estão na Capital e 58 estão em presídios.  Outro ponto maior de incidência da doença são os bairros da periferia. Mas a tuberculose também atinge atletas e artistas. Em 2014 o garoto propaganda da campanha nacional foi o cantor Thiaguinho, que teve a doença e após o tratamento e cura deu vários depoimentos públicos. Neste ano o jogador de futebol, Tiago Silva, está nos cartazes da campanha. Ele também foi acometido pela doença e fez o mesmo tratamento que o Ministério da Saúde e órgãos estaduais e municipais disponibilizam para todos pacientes.

Tosse prolongada, febre, suores noturnos, perda de apetite e de peso, além de cansaço fácil, são sintomas que devem ser averiguados em uma unidade de saúde. Em Porto Velho, a população dispõe de um equipamento instalado no Posto de Saúde Rafael Vaz e Silva, no bairro Nossa Senhora das Graças, onde o exame de escarro revela em poucas horas a existência da doença. O equipamento é responsável pela análise de todo material coletado nos postos do município. Segundo Carmelita Ribeiros, gerente da Agevisa, a previsão do governo é adquirir pelo menos seis equipamentos iguais para distribuir em todo o estado.

A campanha de combate à tuberculose, além de alertar a população para a gravidade da doença, que ainda mata quando não diagnosticada ou tratada a tempo, é voltada também para o grande contingente de pacientes que abandonam o tratamento antes do término. De acordo com Carmelita Ribeiro, é muito comum o paciente deixar o tratamento quando há uma melhoria acentuada na saúde, achando que já está curado e não procura mais o atendimento. Esta atitude dificulta o combate a doença, porque quando o paciente percebe que piorou e busca novamente o centro de saúde, o bacilo está mais forte e torna o tratamento mais demorado. Dos 516 casos de tuberculose registrados neste mês, 44 são de pacientes que abandonaram o tratamento e que estão retornando.

A tuberculose é uma doença infecto contagiosa e, de acordo com as estatísticas, os homens são as principais vítimas. Primeiro porque procuram com menor frequência que a mulher a assistência médica; e também por estarem mais expostos ao bacilo. A pessoas aids ou HIV também são alvo da tuberculose, doença considerada oportunista, valendo-se da imunodepressão do paciente. O tratamento para a tuberculose é feito à base de antibióticos e é totalmente gratuito nas unidades  de saúde. Em geral dispensa internação. Seguindo as prescrições médicas, o paciente pode receber alta ao final de um ano. Até a década de 40, o tratamento era feito em sanatórios, à base de repouso e boa alimentação. Os mais abastados se retiravam para áreas com clima privilegiado, como Campos do Jordão (SP) e Friburgo (RJ).

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