Rondônia, 23 de janeiro de 2026
Geral

Agentes penitenciários devem iniciar greve a partir desta terça-feira em todo o Estado

Foto: Arquivo Rondoniagora

Os agentes penitenciários de Rondônia devem entrar em greve nesta terça-feira (12), segundo informações do sindicato da categoria. Conforme Daihane Gomes, presidente do Singeperon, o movimento paredista terá início por causa do descumprimento de prazo do Governo do Estado em enviar o Projeto de Lei de realinhamento, conforme acordo judicial.

“Infelizmente o Estado de Rondônia descumpriu o acordo judicial, que encerrou em 28 de fevereiro, e até então os agentes penitenciários não estavam em greve. Na própria sentença do desembargador, há 50 dias, ele cita que o prazo não tinha se findado, mas se findou. Então, tendo em vista a insistência do Estado no descumprimento de um acordo de cinco anos, a categoria deliberou pela greve geral a partir de amanhã”, afirma a presidente.

Segundo Daihane, nesta segunda-feira (11), cerca de 600 homens da Polícia Militar estavam nos presídios de Rondônia e eles devem manter alimentação, segurança e visitas aos presos. “O sindicato orienta que, até que o Judiciário de manifeste acerca do acordo descumprido, que fique 30% do efetivo trabalhando, conforme previsão legal, sempre com muita atenção e cautela”, diz.

Os agentes penitenciários buscam que o governador Marcos Rocha encaminhe para a Assembleia Legislativa o projeto de lei que autoriza o realinhamento dos servidores. “A gente roga ao Poder Judiciário que faça cumprir o acordo para que isso acabe, essa intervenção milionária. No último remanejamento foi R$ 1 milhão, último pedido foi R$ 600 mil, em uma semana de alimentação foi R$ 2,5 mil. Se remaneja os 150 policiais que vem do interior para a Capital, recebendo diárias, já se aproxima dos R$ 3 milhões já gastos. Isso já seria o cumprimento parcial do acordo. A Assembleia Legislativa de Rondônia solicitou os dados oficiais para ser feita a acareação e não foram disponibilizados e os dados que foram disponibilizados não condizem com a realidade, pois havia servidores que não são da Sejus e nem agentes. E não terá impacto no orçamento, pois é apenas incorporar o que já recebemos normalmente, e isso foi uma proposta do Estado para categoria. Não saiu do sindicato”, finaliza Daihane.

Em outras greves a Justiça determinou o retorno devido a entendimentos do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre ilegalidades de movimentos grevistas em serviços essenciais de setores ligados a segurança pública.

Por email, a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) confirmou que o Projeto de Lei de realinhamento não foi encaminhado a Assembléia Legislativa do Estado, mas não esclareceu os motivos.

SIGA-NOS NO

Veja Também

Após manifestação de desembargador, Singeperon diz que greve será de 100% a partir de quarta

Governo de Rondônia reforça alerta sobre riscos de leptospirose em áreas alagadas

Defesa afirma que nova fase da Operação Arur Betach não apresenta provas contra influenciadora

Ibradip abre inscrições para novos associados e reforça compromisso com o fortalecimento da democracia partidária