Agentes penitenciários rejeitam proposta do governo e prometem greve em 2017

Os agentes penitenciários de Rondônia não aceitaram na tarde desta quarta-feira (21) a proposta de acordo feita pelo governo do estado, que seria votada pelos deputados estaduais na última sessão do ano na Casa de Leis. A Polícia Militar foi acionada para acompanhar o movimento ao redor, nos corredores e no plenário da Assembleia Legislativa.
A categoria exige melhorias salariais e o pagamento retroativo de benefícios como insalubridade e periculosidade. A proposta do governo oferecia o pagamento parcelado de parte do esperado pela classe, mas determinava a não realização de greves pelo período de dois anos.
O advogado do Sindicato dos Agentes Penitenciários e Sócioeducadores de Rondônia (Singeperon), Cristiano Polla, foi quem leu a proposta para a categoria, que se opôs ao termo de acordo e promete greve em fevereiro de 2017. O presidente, Anderson Pereira, alertou aos servidores que, caso não votada hoje a proposta - como de fato foi rejeitada pela categoria, a PEC limitando os gastos públicos que foi aprovada em Brasília, pode fazer com que o Estado não terá como atender a nenhuma reivindicação de melhorias salariais.
Enquanto os servidores se reuniam em assembleia deliberativa na frente do prédio do Legislativo, os deputados votaram em plenário o orçamento estadual para 2017, com 22 votos favoráveis, apenas com a ausência dos deputados Airton Gurgacz e Glaucione Rodrigues.
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