Ao invés de resolver problemas no campus, Unir ameaça alunos e professores para “enterrar” denúncias

Professores e acadêmicos da Universidade Federal de Rondônia (Unir) estão revoltados com a direção da instituição que preferiu fazer ameaças para “sepultar” as denúncias de assédio, falta de infraestrutura e má gestão do que tentar resolver os problemas com diálogo e discussões junto ao Ministério da Educação. O Diretório 5 de Outubro formado por alunos do campus José Ribeiro Filho divulgou Nota à Comunidade Acadêmica nesta quinta-feira criticando a postura da Reitoria em ameaçar suspender o semestre (discentes) e aplicar processos administrativos disciplinares contra os docentes, caso o Departamento de Ciências Jurídicas permanecesse como regime de aulas remotas durante o período de reforma do Bloco 1 G.
O prédio é classificado como “grau de risco crítico” em laudo assinado pelo engenheiro civil André Rodrigues Novais, que constatou a ocorrência de condutores de energia expostos, colocando em risco a integridade física de alunos e professores. Os casos de importunação sexual, revelado por 4 alunos, também não foram levados em consideração pela direção da Unir, e sequer algum suspeito foi identificado. Os mesmos problemas de insalubridade de banheiros, salas de aula sem ar-condicionado, e nas cantinas também não foram levados em consideração pela Reitoria, conforme a nota do centro acadêmico.
“Ou seja, a comunidade acadêmica – principal parte interessada da universidade – além de não ter seu clamor atendido, ainda está sob ameaças de invalidação de semestre e de processos administrativos disciplinares”, explicou o documento. A inoperância é constatada pelos alunos a exigência do retorno as aulas presenciais, mesmo a reforma não tendo iniciada, apesar da votação no Departamento de Ciências Jurídicas ter adotado o sistema híbrido enquanto perdurasse as obras. “... O que vislumbramos é a ordem de retorno ao ensino presencial, em um prédio com risco crítico a integridade física daqueles que ali circulam, sem segurança, sem infraestrutura básica e ainda sob ameaça de invalidar o semestre”.
Departamento também se manifesta
Chefe do Departamento de Ciências Jurídicas, o doutor Bruno Valverde assinou documento na qual mostrou “estranheza que os comunicados assinados pela Reitoria são sempre reativos a publicização dos fatos à comunidade acadêmica”. Segundo ele, “quando a verdade foi esposada, a primeira reação do Núcleo foi aventar a abertura de um procedimento correcional; essa é a gestão democrática defendida pela Reitoria e pelo NUCSA? Ou somos apenas números numa planilha aguardando sermos substituídos quando adoecidos? E porque não olham para os cursos noturnos? Somos nós que mais somos penalizados pela falta de água e energia, pela falta de centrais de ar funcionais, de estrutura elétrica deficitária, de cantinas precárias e da insegurança de um Campus em que a segurança está mais preocupada com o patrimônio físico do que com as pessoas”.
Bruno Valverde e os alunos do curso de Direito aguardam providências urgentes, nem que seja necessário a Reitoria assumir seu papel e gerir a universidade no campus.
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