Associação de criadores de gado reage a proposta do ministro do Meio Ambiente
O presidente da Associação Rondoniense dos Criadores de Nelore, José Ramalho de Lima comentou com preocupação a proposta do ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, de marcar e apreender bois criados em áreas desmatadas ilegalmente na Amazônia e depois doá-los à Conab para abate. Ramalho disse que o ministro é um confesso desconhecedor da Amazônia. Ficar no gabinete elaborando planos milaborantes pode acabar resultando injustiças e prejudicando produtores que sustentam esse país.
Para ele, é praticamente impossível que exista em Rondônia um criador de Nelore produzindo em áreas desmatadas ilegalmente. A nova consciência preservacionista do produtor agrega valores à carne. O próprio nome Boi Natural foi conquistado após uma série de requisitos que exigem, acima de tudo uma produção dentro dos padrões internacionais que fazem do Brasil o maior produtor de carne bovina do mundo.
Ramalho disse que ver com preocupação quando se anuncia, em Brasília, medidas policialescas, principalmente envolvendo o Exército Brasileiro, sem que haja um amplo debate com o setor produtivo do país. O próprio ministro da Agricultura Reinhold Stephanes não foi consultado sobre essa proposta de Minc.
O presidente da Nelore Rondônia explica que o problema da Amazônia é muito mais grave é necessário que haja vontade política de resolver. Enquanto o ministério do Meio Ambiente está se preocupando em prejudicar quem está produzindo, milhares de hectares brasileiros estando sendo comprados por grupos estrangeiros sem que o Governo tome medidas para conter essa internacionalização disfarçada.
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