Rondônia, 12 de junho de 2026
Geral

Aumenta número de mães adolescentes na Capital

A Maternidade Municipal Mãe Esperança (MMME), vinha registrando uma redução consistente no número de partos em adolescentes, desde sua inauguração, chegando em abril deste ano a 25%, sua menor marca. Nos meses de maio e junho, este número aumentou e agora o mês de julho fechou com 30%. Para a diretora da maternidade, Dra. Ida Peréa, “este aumento é muito preocupante e é necessário que toda sociedade enfrente este problema que, com certeza, refletirá diretamente na vida da adolescente, de sua família e indiretamente na sociedade”, destacou.


Ações Interligadas

As três melhores probabilidades que poderiam apontar a causa do aumento deste tipo de gravidez são: as obras das Usinas no Rio Madeira, devido ao grande número de trabalhadores que vieram para Porto Velho e região; a violência sexual e a falta de informação sobre o problema.

Ações Interligadas

De acordo com as pesquisas internas na Maternidade Municipal, que foram realizadas desde junho de 2006, cerca de 38% das mães adolescentes, tiveram de um a três filhos antes dos 20 anos de idade e 78% não concluíram o ensino médio. O índice de gravidez na adolescência chega a 30% na faixa-etária dos 10 aos 19 anos. “O prefeito Roberto Sobrinho sempre cobrou muito empenho para resolver este problema. E, para conter o crescimento destes números, foi desenvolvido um plano de ação que interligou as secretarias de Saúde (Semusa), de Ação Social (Semas), de Educação (Semed) e a direção da Maternidade Municipal, juntas realizam campanhas, orientações, palestras, distribuição de preservativos masculino e feminino, inserção de DIU, inclusão em programas como o “De Novo Não”, entre outros, apontou a diretora da maternidade.

IBGE

Este problema não é restrito à Porto Velho e nem é atual, segundo dados do IBGE, através da diretoria de pesquisas, coordenação de população e indicadores sociais, estatísticas do registro civil 2.002, mostraram que os estados do Tocantins 27,8%, Acre 27%, Rondônia 26,6% e Pará 26.6%, têm os maiores percentuais de filhos nascidos de mães adolescentes. No outro extremo, está o Distrito Federal 17,5%, São Paulo 18,2% e Minas Gerais 18,5%, que estão abaixo da média nacional. Vale ressaltar que na União Européia, este número não chega a 4%.
O Site do IBGE tem uma página específica para este caso, chamada de “Jovens Mães”, que mostra quando uma adolescente engravida, geralmente ela se vê numa situação não planejada e até mesmo indesejada. Na maioria das vezes, a gravidez na adolescência ocorre entre a primeira e a quinta relação sexual.

Quando a jovem tem menos de 16 anos, por sua imaturidade física, funcional e emocional, crescem os riscos de complicações como o aborto espontâneo, parto prematuro, maior incidência de cesárea, ruptura dos tecidos da vagina durante o parto, dificuldades na amamentação e depressão. Por tudo isso, a maternidade antes dos 16 anos é desaconselhável.

O Instituto confirma que nas duas últimas décadas, a incidência de casos tem aumentado significativamente, ao mesmo tempo em que tem diminuído a média de idade das adolescentes grávidas.

Causas frequentes da gravidez na adolescência

O desconhecimento dos métodos para evitar a gravidez é devido a total falta de informação em relação aos conhecimentos elementares sobre o funcionamento do corpo humano e os métodos contraceptivos para evitar a gravidez.

Método conhecido, mas não praticado: um grande número de adolescentes não usa nenhum método anticoncepcional, apesar de conhecer alguns deles. O uso de método anticoncepcional de baixa eficiência e a falta de informação correta faz com que as adolescentes usem métodos com elevada taxa de falha, como a tabelinha e o coito interrompido, que não exigem consulta médica. O uso incorreto ou falha de um método, como por exemplo, se a jovem esquecer de tomar a pílula ou a camisinha se romper, o risco de gravidez é grande.

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