Banda do Vai Quem Quer entra na reta final para o desfile do Carnaval

Faltam pouco mais de duas semanas para a Banda do Vai Quem Quer desfilar pelas ruas de Porto Velho no sábado de Carnaval.
Considerada um dos principais símbolos do Carnaval de rua da capital, a Banda mobiliza organização, voluntários e foliões para garantir um desfile marcado pela segurança e pela celebração da tradição cultural que atravessa gerações.
A presidente da agremiação, Siça Andrade, reforçou o convite para um Carnaval tranquilo e responsável. “Nossa maior prioridade é que o folião se divirta e volte para casa em segurança. A ideia é levar alegria e paz para a avenida, fazendo do desfile um momento de harmonia”, afirmou.
As vendas de abadás seguem na sede-museu da Banda, na rua Joaquim Nabuco, no Centro, das 8 horas às 18 horas, e também nas unidades da rede Nova Era Supermercados. O valor é de R$ 100, com pagamento em dinheiro, Pix ou cartão de crédito.
Segundo Siça, o abadá garante acesso ao cordão de isolamento durante todo o trajeto do desfile. “A Banda é para todos, mas quem opta pelo abadá tem mais conforto e segurança para curtir as marchinhas durante todo o percurso”, observou.
Tradição que atravessa gerações
Para a foliã Paula Soles, a Banda do Vai Quem Quer representa uma coleção viva de memórias. Prestes a completar 69 anos em abril, ela se prepara para desfilar pelo quinto ano consecutivo com fantasias elaboradas manualmente.
A relação de Paula com o bloco remonta ao início da história da Banda, quando seu falecido esposo era amigo próximo do fundador, Manoel da Costa Mendonça, conhecido como Manelão. “Naquela época, ele ajudava a montar toda a estrutura dos barris de caipirinha no caminhão para servir os brincantes”, recordou.
Mesmo após a perda do marido, Paula manteve a tradição. Para ela, desfilar é uma forma de transformar a saudade em alegria, mantendo viva a essência do Carnaval de rua.
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