Câmara ataca contrato emergencial da coleta de lixo
Contradições, suspeitas de direcionamento e falta de publicidade cercam o processo emergencial para a contratação da empresa Lara Central de Tratamento de Resíduos Ltda, para serviço de limpeza urbana em Porto Velho. A constatação foi da Comissão de Obras da Câmara Municipal após ouvir o secretário da SEMUSB, Ricardo Favaro, o adjunto Itamar Ribeiro e o coordenador de limpeza urbana Carlos Prado. Pelo contrato, a empresa iria receber o valor de R$ 14.196.400,32 (quatorze milhões, cento e noventa e seis mil, quatrocentos reais e trinta e dois centavos).
Segundo constatado pela Comissão, houve contradições nos depoimentos sobre o prazo para conclusão do processo emergencial. Carlos Prado disse que foram 10 dias; Itamar Ribeiro falou em 5 dias e Ricardo Favaro disse não saber precisar. Outro fator que chamou a atenção da Comissão foi que, após diligência, constatou-se que todo o procedimento foi feito em dois dias, e nem todas as empresas inscritas participaram do processo emergencial.
A irregularidade também está sendo alvo de investigação por parte do Tribunal de Contas, após o conselheiro Wilber Coimbra, em decisão monocrática, ter colocado sob suspeita o contrato, determinando imediata inspeção por parte da Secretaria-Geral de Controle Externo (SGCE).
As investidas contra a possível irregularidade também prevê a sustação do processo emergencial da coleta de lixo, por várias suspeitas de direcionamento e falta de publicidade no contrato vencido pela empresa Lara Central de Tratamento de Resíduos Ltda.
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