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Rondônia, 01 de novembro de 2026
Geral

Canetas com raio laser atrapalham vôo em Porto Velho; Vídeo

As informações são de um funcionário público que estava em um vôo noturno da Gol vindo de Manaus. Na última sexta-feira, 20, o avião em que Carlos França estava, só conseguiu pousar em Porto Velho, na terceira tentativa.

O contratempo foi causado por uma brincadeira perigosa: pontos de luz verde vindos de canetinhas de raio laser, iguais as de raio vermelho que são usadas em apresentações de empresas, indo na direção da aeronave. O problema é que as canetinhas de laser verde, muito mais potentes que as de luz vermelha, são capazes de prejudicar a visão do piloto.  (CONFIRA NO VÍDEO A SEGUIR UM PRIMEIRO PONTO NA PARTE INFERIOR DIREITA E DEPOIS NA PARTE SUPERIOR ESQUERDA)


Em vôos noturnos, o facho de luz emitido na direção do avião pode provocar um clarão dentro da cabine e fazer com que o piloto perca momentaneamente a visão. Por conseqüência, a leitura dos instrumentos de vôo fica prejudicada. O perigo é que na hora do pouso, o comandante necessita ter atenção redobrada. Nesse caso, a brincadeira perigosa pode causar um acidente e custar vidas.

Em situações como esta, o campo de aterrissagem, que é uma plataforma imaginária de pouso, fica indefinido. O piloto só tem duas saídas. Uma delas é tentar pousar em outra cabeceira da pista ou fazer uma manobra mais radical: arremeter e alternar o vôo para outro aeroporto. Em se tratando de Porto Velho as opções são Manaus ou Rio Branco.

Segundo o gerente de operações da Infraero, Vicente da Silva Oliveira, em meados do ano passado a torre de controle reportou à polícia um caso semelhante ao que aconteceu na última sexta feira com o vôo da Gol. Na ocasião, o alvo foi um avião da empresa aérea Trip. O gerente de operações ainda informou que esse tipo de situação não é comum acontecer em Porto Velho, mas quando ocorre é normalmente na cabeceira 01 localizada na Avenida Lauro Sodré.

O problema é que não existe nenhuma regulamentação para a venda dessas canetas que são encontradas livremente no comércio. Mas o uso irregular do raio laser também pode dar cadeia. O Código Penal prevê pena de dois a cinco anos de reclusão para quem colocar aeronaves em perigo. Para Carlos França, restaram o susto e a indignação. “Isso que aconteceu vai além da irresponsabilidade ou brincadeira de mau gosto. Isso pra mim é tentativa de assassinato”, desabafou.

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