Rondônia, 14 de março de 2026
Geral

Casos de doenças causadas pelo Aedes aegypti reduz 80% em Rondônia

Infraestrutura de apoio aos municípios: 15 veículos e bombas UBV para socorro imediato (Foto: Secom/Divulgação)

A Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) constatou redução de 80% no número de casos de dengue, zika vírus e chikungunya em Rondônia. “É algo relevante, porque passamos janeiro, mês considerado o de maiores picos do Aedes aegypti [mosquito transmissor], e o período crítico ficou para trás”, afirmou a diretora Arlete Baldez.

A Agevisa recomenda cuidado máximo, mesmo com a redução do número de casos confirmados, que caíram de 720 para 47 no período de 1º de janeiro à primeira semana de fevereiro, em relação ao ano passado.

“A orientação virou mantra, e nós repetimos isso constantemente aos municípios”, assinalou a diretora. “Não relaxem, evitem deixar recipientes com água, porque eles são potenciais criadouros desse mosquito que se reproduz em ciclo de sete dias”, emendou.

A Coordenação Estadual de Controle de Doenças Transmitidas pelo Aedes aegypti recomenda faxinas semanais em casas, quintais e terrenos. Criadouros devem ser removidos.

Este é o comparativo do período de 1º de janeiro à primeira semana de fevereiro: no ano passado ocorreram 2.127 casos notificados, dos quais, 720 confirmados; este ano, dos 293, apenas 47 se confirmaram.

A diretora ressalvou que a Coordenação Estadual aguarda resultados de novos exames no Laboratório Central.

Buritis [32,3 mil habitantes], a 237 quilômetros de Porto Velho, por rodovia, apresentou-se o mais problemático em 2017. No Levantamento do Índice Rápido de Aedes aegypti [LIRAa], o município estava acima de 10%.

A dengue não é transmissível quando o índice está abaixo de 1%, entretanto, acima de 4% oferece risco de epidemia e surto. Segundo Arlete Baldez, Buritis tinha grande probabilidade disso, mas conseguiu conter o número de casos e ficou na faixa dos 3% de LIRAa.

A continuidade da inspeção é a receita mais eficaz para este e outros municípios que tiverem decretados estados de alerta ou risco. “Felizmente, hoje, nenhum município de Rondônia se encontra em situação epidêmica”, salientou a diretora.

UBV à disposição
Municípios que por acaso tiverem índice acima de 4% têm como pedir socorro à coordenação estadual.

Se ocorrer o pior, 15 veículos da central de UBV [aspersão a ultra baixo volume] estão prontos para apoiar o município afetado. O estado tem estoque disponível de inseticida.

“A equipe técnica avalia, a coordenação estadual autoriza, e o atendimento é imediato”, garantiu.

A coordenadoria estadual capacitou um supervisor da dengue em cada regional de saúde. Ele dispõe de veículo, notebook, diárias e combustível para eventuais deslocamentos parta monitoramento in loco.

“A equipe dá assessoramento à equipe técnica local, desconcentrando dessa maneira o trabalho geral, e o resultado se torna ainda melhor com o envio de informações periódicas à Agevisa”, explicou a diretora.

SIGA-NOS NO

Veja Também

Fiscalização ambiental começa a retirar outdoors irregulares em áreas públicas da capital

Prefeitura informa ao Tribunal de Contas que Sistemma assumirá coleta de lixo em Porto Velho sem alteração de preço por até 12 meses

Turismo da pesca de Rondônia ganha destaque em fórum nacional durante maior feira do setor na América Latina

Jovem morre e outro fica ferido em ataque a tiros próximo a escola na zona norte da capital