Coca, mela ou merla, uma luz no fim do túnel Por Sérgio Barbosa Neto

Para vencer a guerra,
conhecer antes o inimigo.
“ No sublime torrão rondoniense.
um estandarte tremula viril.
defendendo a sociedade
a nossa Polícia Civil ”.
Alguns ao saírem utilizavam a “mela”, na tentativa inútil de conseguir um descanso.
Ledo engano !
“Vejam só,
que tolice ... ficarmos quietos”
Que me perdoe o mestre Lupicínio Rodrigues, mas o trocadilho foi a propósito e espero por uma boa causa. A final como dizem “o fim, justifica os meios”. Se de um lado o “incitamento ao crime”, é punível, por outro “tapar o sol com a peneira”, é de uma ignorância tal que dispensa maiores comentários. Pois, temos visto parte da mídia no afã de comercialmente obter resultados, mostrando ao público, logo aos adolescentes, jovens e crianças, cousas que bem poderiam ter a consciência de não apresentar, além de ser de uma péssima qualidade, quando abordam o tema, “droga lícita e ilícita”.
Agora é que estamos caminhando timidamente, impondo-se regras em comerciais de cigarro, álcool, etc. através da auto-regulamentação.
Os adolescentes e pré-adolescentes estão aí, ávidos por descobrir o mundo. Presa fácil da liliputiana máfia de traficantes, seus comparsas, apaninguados e protetores.
Parte do dever estamos fazendo, pelo menos didaticamente e com o aval de pessoas balizadas no assunto.
O nosso DENARC – Departamento de Narcóticos da Polícia Civil-RO., através de sua Divisão de Prevenção e Educação também tem feito a sua parte ao lado da briosa corporação da força pública, que também com seu PROERD – Programa de Resistência, ombreada com os demais órgãos e instituições interessadas na prevenção e educação contra o uso de drogas de abuso, está aí com força total, embora aos “trancos e barrancos”, pois bem sabemos as dificuldades que encontram.
Com efeito, temos visto e com satisfação uma luz no fim do túnel. Claro somente poderia ter partido, na coordenação de qualificados Policiais Civis, no início do DENARC, como o Jair Queiroz e a Lilian (psicólogos antes de tudo), e na atualidade do on não menos qualificado Policial Wagner Marques, e sua equipe com o PROJETO ALUNO MONITOR. Dá gosto ver alunos, pais e professores ajudando na prevenção, e os pequenos envergando as camisetas com o símbolo da nossa PC. e do projeto.
Tive a oportunidade de comparecer a uma aula inaugural num colégio nesta capital, juntamente com o Diretor Geral da Polícia Civil, onde pudemos observar a qualidade do produto apresentado, a competência dos colaboradores e o comparecimento maciço da alunada, aliada a satisfação de estarem ali, com seus uniformes alegres e retumbantes, somente querendo: aprender, aprender e aprender !
E isso é uma obrigação do Estado que nem tinha necessidade de constar na Magna Carta, mas lá está, - o qual vem timidamente enfrentando a problemática, preferindo ser o “Leviatã, de Thomas Hobbes”.
Não vamos entrar nessa a seara, pois teria falar no Senado da República, da Câmara dos Deputados, que mais legislam “em causa própria”, do que para o povo. E, vários desses parlamentares apeados do poder mais por pressão popular, do que devido a seus processos legislativos.
Mas esse assunto me irrita, aliás, nos irrita, e vamos retornar ao comentário da prevenção e educação no tocante ao uso de drogas de abuso, que é melhor !
Maneirando a matéria, que é estafante.
Certa feita, quando Delegado de Repressão do Denarc, isso no século passado. Calma, isso faz poucos anos ! Gente !
Os investigadores prenderam um traficante de “meia pataca”, mas com poder de aliciar forte, eis que tinha sua banca a poucos metros de uma escola fato, aliás, que agrava o crime, então sob a égide da Lei 6368, onde tínhamos as principais tipificações: 12 e 16, tanto que quando em conversas de populares dizem:
Está no 12 ... Sabemos o sentido figurado da oração.
A coisa tá feia.
Ou boa demais.
De salientar algumas histórias pitorescas, faço questão de dizer em termos didáticos, e para maneirar o assunto por demais estressante, em outras palavras para “quebrar o gelo”. Ei-las:
Continuando, apresentado o preso, foi aquele “nhem, nhem, nhem” de sempre. Familiares reclamando, bradando (ele é inocente, ou ele é usuário). A palavra final: “habeas” ... Traga o dito cujo.
E em frente a seus familiares e advogado, de forma solene e séria, indagado foi. A final você tem a coragem de me dizer que fuma essa porcaria, soda cáustica, barrilha misturada, diga ?
- A resposta foi incisiva.
- Não, Delegado...
Nunca fumei isso nem deixo “meus que meus filhos o façam”, eu somente vendo, pelo amor a Deus !
A devassa estava no fim, e para o Escrivão em cantata ordenado foi.
Bota no 12 o “maledeto” ... O menino.
Retornando ao palpitante assunto da “mela”. A partir da “oXi ”, sabem o que adicionam. Lá vai:
·
· ácido sulfúrico (soda cáustica);
· barrilha (produto químico utilizado para limpeza de piscina);
· Outros dejetos de somenos importância quimicamente.
Digo eu, já iniciando o final, e com o aval do Instituto de Medicina Legal da Polícia Civil,
através do Laboratório de Análise de Substâncias Entorpecentes e afins, pois tenho parecer a respeito, - o estrago e grande no organismo humano, senão vejamos o que poderá certamente ocorrer:
perfuração do esôfago:
perfuração do estômago:
ataque cardíaco.
Louvo ao Grande Arquiteto do Universo, que continue iluminando a equipe que enfrenta o problema de frente: PROJETO ALUNO MONITOR, sob a coordenação do Policial Civil Professor e Psicólogo Wagner Marques, para que continue a caminhada, e ombreados seguiremos em frente, pois temos que, estamos iguais à estória dos três leõezinhos, competindo e subindo a montanha congelada.
O primeiro foi até a metade, desistiu, não agüentou. O segundo foi mais além, mas não deu conta e foi derrubado pelo frio, fome, etc.
O terceiro foi até o cume, mas adoeceu.
Com humildade falou:.
Montanha, você venceu ...
Por enquanto ! ...
Extensiva as congratulações aos alunos comprometidos com o Projeto,os acadêmicos da Acadepol, com perfil no projeto de prevenção, aos pais e professores. Dêem o apoio a
equipe, pois são comprometidos com o trabalho e merecem a confiança.
Poder Público, não faça “ouvidos moucos, como o mercador”, vista a camisa preta, vermelha e branca. E agora não estou falando do meu “mengo”.
“ No sublime torrão rondoniense.
um estandarte tremula viril.
defendendo a sociedade
a nossa Polícia Civil ”.
( Pedro Marinho )
Delegado de. Polícia Civil Aposentado
Atualmente morando em João Pessoa.
(Blog Pedro Marinho, simplesmente diferente”
Autor do hino da Polícia Civil de Rondônia
Sérgio Barbosa Neto é Delegado de Polícia Civil, Classe Especial Adj. DERCF
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