Rondônia, 05 de fevereiro de 2026
Geral

Como sempre acontece, donos de postos têm versão para preço da gasolina não ter baixado em Rondônia

A história se repete: quando há aumento nos preços dos combustíveis o reajuste é repassado quase que instantaneamente aos consumidores. O inverso nunca acontece e a redução nos valores da gasolina e diesel, como anunciado na terça-feira (16) deve ser aplicado somente na próxima semana, segundo apurou o RONDONIAGORA. O jornal esteve em vários postos e a justificativa é sempre a mesma: ainda há produto antigo em estoque. Já o sindicato da categoria tem uma nova versão: que a Petrobras não é a única a ditar os preços dos combustíveis no estado.

No início desta semana, a empresa anunciou uma redução de 12,6% no preço da gasolina e 12,8% no diesel em todo o país. A medida passou a valer na quarta-feira (17).

Na prática, a gasolina teve uma redução de R$ 0,40 por litro e o diesel, R$ 0,44. Esse valor foi reduzido para as distribuidoras dos combustíveis.

Preço nas bombas

Em média, de acordo com o último boletim da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), o preço da gasolina vendida em Porto Velho é de R$ 6,06, sendo a terceira capital com a gasolina mais cara da Região Norte.

No caso do diesel, o valor médio, vendido em Porto Velho, segundo a ANP, é de R$ 6,14.

Durante uma busca pelos postos de combustíveis da capital, nesta quinta-feira (18), o preço médio da gasolina estava acima dos R$ 6. Em pelo menos dois, houve queda de cerca de R$ 0,17, onde o litro da gasolina é vendido a R$ 5,89. Um deles é na rua José Vieira Caúla, próximo a Rio Madeira e o outro, na Amazonas, com rua 3.

O diesel também não sofreu redução nos postos de combustíveis da capital. Na maioria deles, o litro do combustível mais utilizado no país está sendo vendido acima dos R$ 6,00.

Sindipetro se posiciona

Em resposta ao RONDONIAGORA, o Sindicato dos Postos Revendedores de Rondônia (Sindipetro), informou que os valores atualizados pela Petrobras não foram repassados às bombas devido esta não ser mais a única refinaria no Brasil, ou seja, a influência dela, segundo o sindicato, foi reduzida.

“Com a entrada de novos players no mercado de combustível, refinarias privatizadas (2 Ream Manaus e Ascelem Bahia) mais o produto importado, a Petrobras deixou de ser o único ente fornecedor de combustíveis no Brasil, e, portanto, ele determina baixa e alta nos produtos da mesma”, diz um trecho da nota do Sindipetro.

O sindicato afirma ainda que não há como saber quando o novo valor será repassado aos postos.

“Com isso acabou a previsibilidade de sabermos quanto será repassado ao posto revendedor pelas Distribuidoras. Hoje aguardamos as distribuidoras formarem seus custos e preços de venda aos postos revendedores e só no momento da venda que vai se saber de quanto é a queda e ou alta nos preços.  Posto revendedor somente é um mero repassador e o que às distribuidoras passar será repassado para a bomba”, informa o sindicato.

No entanto, segundo apurou o jornal, mesmo os postos com bandeira da Petrobras, ainda não repassaram qualquer desconto ao consumidor.

Procon ainda não se posicionou

O jornal, procurou o Procon Rondônia e pediu uma posição sobre o caso, mas até a publicação desta reportagem, não obteve resposta.

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