Rondônia, 15 de março de 2026
Geral

Documentário Melodias da Devoção emociona e fortalece tradições na comunidade quilombola Pedras Negras

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da Assessoria

No dia 15 de agosto, a comunidade quilombola de Pedras Negras foi palco de um momento especial: a exibição do documentário Melodias da Devoção – Os Músicos do Divino Espírito Santo, na Escola Municipal Euclides da Cunha. A sessão encerrou uma série de apresentações realizadas no Vale do Guaporé, que também contemplaram Porto Murtinho, São Francisco e Costa Marques.

Mais do que uma simples mostra audiovisual, a obra trouxe para a tela a força da fé e da cultura que movimentam gerações. O agente cultural Elivelton Macedo, responsável pelas exibições, destacou a receptividade calorosa do público. Segundo ele, cada sessão foi marcada por emoção, aplausos e reconhecimento. “Melodias da Devoção não é apenas um documentário, é uma realidade. Ele retrata a vivência de homens e mulheres que se doam integralmente, ficando mais de 45 dias longe de suas famílias, navegando pelos rios de Rondônia em nome da fé”, afirmou.

O documentário revela a importância dos músicos que acompanham a Festa do Divino Espírito Santo, tradição secular que resiste ao tempo e mantém viva a memória cultural do Vale do Guaporé. Ao registrar cânticos, viagens e rituais, a produção contribui para a valorização de um patrimônio imaterial que une religiosidade, identidade quilombola e memória coletiva.

Contemplado pelo Edital nº 01/2024 – Sejucel – Audiovisual – Bolsa para Artes em Vídeo, por meio da Lei Paulo Gustavo, do Governo Federal e do Ministério da Cultura, Melodias da Devoção reafirma o papel do audiovisual como ferramenta de preservação e difusão cultural.

De acordo com Elivelton, o próximo passo será levar a obra para o ambiente digital, com exibição no YouTube. A expectativa é alcançar ainda mais pessoas e garantir que a história e a música do Divino Espírito Santo ultrapassem as margens do rio e ecoem para além de Rondônia.

“Nosso objetivo é que esse legado seja visto, ouvido e sentido por todos. A cultura do Vale do Guaporé é viva e merece ser valorizada”, concluiu.

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