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Rondônia, 05 de outubro de 2026
Geral

Drama de 50 mil famílias sem casa em Porto Velho

CAMINHA PARA 7 ANOS O PERÍODO EM QUE NENHUM MORADOR RECEBE RESIDÊNCIA DO PODER PÚBLICO



POR CAUSA DA INVASÃO, MUNICÍPIO ENTROU COM AÇÃO JUDICIAL

Recursos “sumiram” e obra parou

POR CAUSA DA INVASÃO, MUNICÍPIO ENTROU COM AÇÃO JUDICIAL

Um desses empreendimentos virou alvo de ação judicial da prefeitura contra a população. Ele está situado na Rua Raimundo Cantuária, bairro Mato Grosso, e leva o mesmo nome do bairro. São 144 unidades de uma obra que começou em 2007 com previsão para ser entregue dezoito meses depois. Os recursos sumiram a obra parou e cento e vinte e duas famílias decidiram invadir os imóveis, que foram erguidos até 65% do projeto.

Em novembro do ano passado, a prefeitura conseguiu na justiça a desocupação de setenta e dois apartamentos. Negociou com os invasores e prometeu auxílio moradia para aqueles que comprovassem renda mínima; que embarcou na promessa, denuncia que o beneficio nunca chegou.

“Desde novembro aguardo minha meu cadastro no auxilio aluguel, mas até hoje não fui contemplada”, reclama a desempregada Marilena de Carvalho.

A secretaria de Ação Social de Porto Velho, Josélia Ferreira da Silva, nega que os despejados tenham sido ignorados pelo poder público, e afirma que várias famílias recebem o auxilio moradia.

“Quem se enquadrou nos critérios do programa está recebendo o apoio, mas houve casos onde o solicitante não conseguiu comprovar que necessitava do apoio. Muita gente que foi tirada de lá, disse que tinha casa de parente para morar”, esclareceu.

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