EDUCAÇÃO MANTÉM GREVE APÓS PROPOSTA CONSIDERADA "IMORAL", QUE DEMITIRIA 2,5 MIL VIGILANTES
Uma tumultuada votação, durante assembléia dos servidores estaduais em educação, ocorrida na manhã desta quarta-feira, rejeitou a proposta do Governo da Cooperação e a paralisação continua nos 52 municípios. A maioria considerou "imoral" a sugestão de acabar com a segurança privada nas escolas como condição para garantir um auxílio salarial de 6% a partir deste mês e até dezembro deste ano.O "aumento" seria sobre a remuneração bruta, mas foi condicionado aos efeitos pecuniários da Transposição para os quadros da União. os valores não incidiriam sobre o décimo-terceiro salário.
O governo propôs, ainda, que o movimento fosse encerrado agora e não mais houvesse greve até o fim da gestão Confúcio Moura, assumindo um "compromisso" de melhorar a remuneração de professores, pessoal técnico e de apoio até 2015 (quando outro governador já estará eleito e empossado).
A deputada Epifânia Barbosa (PT), que compõe a mesa de negociações com o governo, anunciou que a Assembléia Legislativa faria o remanejamento de R$ 4 milhões, que se somariam a outros R$ 8 milhões do Estado, para garantir reajuste de 5,87% em 2014.
O governo propôs, ainda, que o movimento fosse encerrado agora e não mais houvesse greve até o fim da gestão Confúcio Moura, assumindo um "compromisso" de melhorar a remuneração de professores, pessoal técnico e de apoio até 2015 (quando outro governador já estará eleito e empossado).
Houve quatro tentativas frustradas de votação. Visualmente, sindicalistas e professores apontaram uma confusão de braços levantados entre os grevistas que queriam voltar a trabalhar e os que optavam por manter a paralisação. Na quinta votação, os trabalhadores foram separados em dois grupos, vencendo aqueles que rejeitaram a proposta por considerá-la "impraticável". O temor de que a violência nas escolas aumente sem a presença dos vigilantes pesou muito na decisão. "A assembléia é soberana. Continuaremos em greve, muito embora o placar desta votação tenha sido bastante apertado", disse o presidente do Sintero, Manoel Rodrigues.
"Eu já esperava por isso. Vamos buscar soluções para melhorar o índice de reajuste", afirmou Epifânia. Não foi uma assembléia contagiante, a exemplo das anteriores. Alguns grevistas criticaram a ausência de professores e demais funcionários, que ainda mantêm várias das 91 escolas estaduais em Porto Velho. No interior, a categoria também decidiu pela continuidade da greve.
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