Envolvido em morte de adolescente é julgado no 1º Tribunal do Júri
Não é só o caso Urso Branco que está com julgamento em curso na capital, nesta quarta-feira. No 1º Tribunal do Júri, presidido pelo juiz Ênio Salvador Vaz, é julgado Fabrício Lopes de Lima, acusado de concorrer para a morte do adolescente Francisco Rafael Queiroz, ocorrido no dia 25 de outubro de 2008, em frente a uma casa onde ocorria uma festa no bairro Areal. Na época, o crime teve grande repercussão, porque a vítima era filho de uma policial civil. Fabrício estaria junto com outro adolescente que acabou sendo sentenciado a cumprir medida socieducativa pelo crime.
O autor dos disparos seria o adolescente, mas Fabrício é apontado na denúncia do Ministério Público como a pessoa que, por vingança, chamou o adolescente na festa para atirar em Rafael. A vítima estaria num carro, em frente à festa, sem nenhuma chance de defesa. Na denúncia há ainda o agravante contra Fabrício, crime por motivo torpe. O grupo já tinha se desentendido num bar chamado Jaqueira, por isso Fabrício teria chamado o adolescente, que sequer conhecia a vítima.
A defesa, feita pelo advogado Marcos Vilela, argumenta concurso inocente, ou seja, o réu não sabia que o adolescente que atirou estava armado e nem tinha intenção de cometer o crime. O promotor do caso deixou a cargo dos advogados contratados pela família como auxiliares a tarefa da acusação.
O julgamento, devido o número de testemunhas ouvidas, ao todo sete, a maioria jovens que estavam na festa e presenciaram o crime, deve se estender pela tarde.
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