Facencontro discute com jornalistas mobilização nas redes sociais
Realizado na noite desta terça-feira, 20, no Auditório da Fiero, o Facencontro de Comunicadores no Brasil foi considerado um sucesso pelo grupo de comunicólogos que organizou e coordenou o evento, que foi transmitido via on line pelo Facebook e TV pelo site de notícias Rondoniagora.
DEBATEDORES
A mestre de cerimônia do evento, a jornalista Lú Braga, integra a organização, junto com os jornalistas Marcos Souza, Celso Gomes, Quétila Ruiz, Romeu Noé e o produtor cultural, historiador Antônio Ocampo.
DEBATEDORES
Com a mesa composta pelos dois debatedores locais, mediados por Quétila Ruiz e Celso Gomes, o Facencontro foi aberto pela participação de Andréa Zilio que via Skype, direto de Rio Branco (AC), falou das redes sociais como força de mobilização e citou o Twitter e o Facebook como redes sociais que reúnem pessoas que tem algo em comum. Destacou as alagações que tomaram conta do Acre e que soube utilizar essas mídias para mobilizar ação social, despertar a cidadania solidária mostrando a tragédia que abateu algumas cidades e pedindo ajuda.
Ressaltou também que essas redes sociais podem ser um braço importante nos órgãos públicos para estabelecer um elo de comunicação com o contribuinte.
Em seguida foi a vez do publicitário Geovani Berno falar sobre o uso da ferramenta. E citou que essas mídias podem estabelecer uma rede que traz benefícios também a cultura, relatando sobre a divulgação de uma peça do seu grupo de teatro que ajudou na divulgação e foi um grande sucesso.
O imediatismo da informação, a instantaneidade que o Facebook foi outro assunto abordado pelo publicitário e citou um caso curioso quando as escolas de samba abandonaram alegorias e carros na avenida onde ocorreram os desfiles, nenhuma providência foi tomada pela Prefeitura, no caso o órgão municipal responsável, a Fundação Iaripuna.
É dinheiro público investido nessas indumentárias e alegorias e lá estavam elas jogadas na rua, abandonadas. Me revoltei, tirei fotos e publiquei no meu mural reclamando disso. A repercussão foi imediata na imprensa local, disse Berno.
Encerrando a noite de debates a jornalista Ivonete Gomes, uma das mais contundentes e ativistas figuras no uso do Facebook, falou com nata propriedade sobre o uso da ferramenta - suas aplicações e as observações críticas que se permitem -, não só como mobilização social, mas política também.
Ivonete ressaltou o fato do uso livre da ferramenta para dispor posts que levem o usuário não só a utilizar como entretenimento, mas como um despertar consciente à cidadania também. Citou casos das críticas bem humoradas em relação ao caos que ocorre na capital, no que diz respeito aos buracos nas ruas, alagações e falta de estrutura e saneamento onde o prefeito Roberto Sobrinho acabou virando um personagem em franca exposição pelas mazelas que ocorrem não só na cidade como em seu entorno.
A jornalista fez menção ao fato de que as pessoas, os usuários esbravejam, colocam sua revolta e protestam com razão, mas que não podem se condicionar apenas a utilizar as redes sociais para falar ou agir, mas tem que sair da frente do monitor e ir para as ruas, mobilizar e procurar seus direitos, dar razão a sua revolta com atitude prática também.
ENCERRAMENTO
Com pouco mais de duas horas o Facencontro de Comunicadores, o primeiro no Brasil, conseguiu mobilizar internautas via Facebook e com o público presente, formado por estudantes, jornalistas e comunicadores em geral. Foram sorteadas camisetas do evento e livros da Livraria Exclusiva.
O grupo de comunicólogos da organização já anunciou que o próximo evento já tem o tema definido e discutirá o uso das mídias sociais nas eleições desse ano. A data ainda não foi definida, mas a ideia é ampliar ainda mais o espaço e provocar uma discussão produtiva e com a interação maior dos internautas, para tirar dúvidas, sugerir e fazer críticas.
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