Falha na coleta deixa bairros de Porto Velho e Baixo Madeira tomados por lixo
Irregularidade no serviço provoca acúmulo de resíduos, mau cheiro e preocupação sanitária; prefeitura multa empresa e avalia romper contrato

A coleta de lixo voltou a falhar na capital e deixou bairros urbanos e comunidades do Baixo Madeira com acúmulo de resíduos nesta semana. Moradores afirmam que os caminhões não passaram nenhum dia desta semana, o que agravou ainda mais o problema.
Imagens feitas ontem em diversos pontos da cidade mostram lixeiras comunitárias cheias, sacos de resíduos acumulados nas calçadas e decomposição avançada em várias regiões. Moradores continuam reclamando da falta de coleta, relatando que o lixo permanece há dias sem recolhimento. Em bairros como Flamboyant, Lagoa Azul, Bairro Novo, Cascalheira, Mariana, Três Marias, Alphaville, São Francisco, Eldorado e Aponiã, o mau cheiro já faz parte da rotina e a circulação de insetos aumentou. Na região do Aeroclube, sacos se acumulavam próximos às vias, formando pontos críticos de sujeira.
No Baixo Madeira, comunidades como Calama, Nazaré, São Carlos, Terra Caída, Papagaio, São Miguel e Demarcação enfrentaram cenário semelhante, com resíduos acumulados e preocupação crescente entre os moradores. Muitas famílias relatam dificuldade para armazenar o lixo doméstico por mais tempo e afirmam não ter previsão de quando o serviço será normalizado.
A crise levou a Agência Reguladora do Município a reforçar a fiscalização. No sábado, o órgão aplicou nova multa à empresa responsável, a Eco PVH, por falhas reiteradas no cumprimento do contrato emergencial. A prefeitura também solicitou a rescisão unilateral do contrato e concedeu prazo para apresentação de defesa.
A administração municipal deverá decidir na próxima semana como manter o serviço funcionando. Entre as possibilidades estão o lançamento de uma nova licitação ou a retomada provisória da operação pela Eco-Rondônia, em caráter emergencial, até a contratação de uma nova prestadora.
Enquanto a definição não chega, o lixo segue acumulado. Moradores afirmam que Porto Velho está mergulhada na sujeira e vive um cenário de caos, com riscos sanitários e prejuízos à rotina de quem depende do mínimo de regularidade na coleta. Para eles, mais do que uma disputa contratual, a situação já se transformou em uma emergência que exige resposta imediata.
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