Rondônia, 24 de fevereiro de 2026
Geral

Fique atento: cuidado com a saúde das crianças deve ser redobrado no clima seco

A umidade do ar tem relação direta com o aumento substancial de doenças respiratórias. Com o clima seco em Porto Velho, que fica mais crítico nesta época do ano, aumenta a incidência de problemas de saúde em crianças, como gripes e circulação de outros vírus.

Para evitar o agravamento do quadro de saúde no público infantil, a médica Andréa Castro, da Policlínica Rafael Vaz e Silva, orienta os pais sobre alguns cuidados preventivos que podem ajudar, como evitar o contato das crianças e das mães com pessoas que já apresentam sintomas gripais, como coriza ou tosse, além de estimular e aumentar a ingestão de líquidos e fortalecer o aleitamento materno principalmente em crianças de até seis meses.

“O distanciamento é importante, pois nada impede que pessoas no início do quadro viral, mesmo sem sintomas, transmitam o vírus, pois a transmissão acontece 48 horas dos sintomas”, explicou a especialista.

A médica alerta, ainda, que doenças como a influenza e pelo vírus sincial respiratório podem agravar para uma bronquiolite, quadro de reação bronco pulmonar levando até mesmo à internação e intubação. Sintomas leves como tosse e coriza os pais podem cuidar em casa com lavagem nasal e ofertar mais líquidos às crianças.

Já sintomas mais graves como esforço respiratório, tosses constantes ou febre, o ideal é procurar atendimento médico para evitar complicações, como a pneumonia, que pode levar a insuficiência respiratória ou a UTI. O primeiro atendimento pode ser buscado na unidade básica do bairro.

Vacinação

Ainda falando da saúde dos pequenos, a médica alerta sobre a importância da atualização da caderneta de vacinas de rotina e de campanhas que precisam ser atualizadas, principalmente para evitar que doenças que já foram erradicadas voltem.
“Muita gente com o advento da pandemia relaxou, então, o atraso facilita que as crianças peguem essas doenças. Temos, ainda, a imigração de pessoas de outros países que não seguem o calendário de vacinação de rotina similar ao do Brasil, com isso a incidência de algumas patologias que o país não tinha, aumentaram, como rubéola e sarampo, então a manutenção da caderneta de vacina deve continuar”, alertou.

O calendário vacinal tem início com o nascimento do bebê, que já recebe doses na maternidade de BCG e Hepatite B, devendo seguir com as imunizações até a vida adulta. As vacinas estão disponíveis nas unidades básicas de saúde.

SIGA-NOS NO

Veja Também

Quatro anos depois, TJRO mantém condenação do DER-RO por morte de servidor atropelado por rolo compressor

Vereador pede apoio da prefeitura para revitalização de espaço no Ulisses

Mais de 2.300 vagas de empregos abertas em Rondônia esta semana

Governo revoga decreto de estudos da concessão da hidrovia do Madeira para a iniciativa privada