Grupo Italiano quer investir em projeto energético em Rondônia

NOVAS OPORTUNIDADES
Ficou agendada para o dia 18/06 na sede da Fecomércio/RO uma apresentação mais detalhada sobre o projeto de instalação da unidade de produção de placas fotovoltaica em Rondônia.
NOVAS OPORTUNIDADES
O consultor Luis Bueno, que acompanhou o empresário italiano na visita, ressalta o fato de Rondônia não possuir qualquer projeto voltado à exploração de energia fotovoltaica, como já ocorre no Sul e Sudeste, onde existe inclusive legislação que incentiva o investimento em tecnologias de geração de energia. Na nossa análise mercadológica o Estado tem potencial de consumo tanto na área urbana quanto, principalmente, nas áreas rurais. Estimamos um retorno do investimento entre 5 e 10 anos, informa.
Bueno explica ainda que na Itália cerca de 30% da energia consumida é gerada através de sistemas fotovoltaicos, ocorrendo o mesmo na Alemanha. A Europa como bloco econômico tem até 2020 para se adequar a essa demanda, devendo promover projetos que elevem sua produção de energia limpa e renovável entre 20% e 30%.
Mas não é somente em outros países, aqui mesmo no Brasil já há iniciativas neste sentido. No Paraná, por exemplo, tem regulamentações que permitem haver compensação para a geração excedente de energia nas residências. Isso significa que numa casa que tem placas fotovoltaicas quando geram energia demais, elas vendem o excesso para a redistribuição, compensando o valor na fatura de energia, explica o consultor, otimista com as possibilidades do Estado de Rondônia para esse tipo de negócio.
O secretário de Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento e Regularização Fundiária (Seagri), Evandro Padovani, destaca que o interesse da IMMMES ITALY é o resultado de um esforço constante do Governo do Estado de apresentar as potencialidades de Rondônia a outros estados e também para outros países. Ele disse que hoje o Estado conta com uma estrutura que favorece ao investidor, concedendo incentivos fiscais, apoio logístico, doação de área para instalação de empresas, assessoria para aquisição de financiamento público e outros serviços. Além disso o Estado é um diferencial em comparação a outros. Enquanto o País praticamente não cresce, Rondônia tem crescido na ordem de 6,5% ao ano, disse.
A EMPRESA
A IMMMES ITALY foi fundada em 1989 por Giuseppe Comberlato e atua na área de projetos para indústrias diversas. Ela oferece soluções customizadas e vantajosas que atendam aos requisitos de baixo consumo de energia, alta eficiência e impacto ambiental reduzido. Entre seus clientes estão o Grupo Veronesi, a companhia de energia italiana ENEL e a Coca-Cola.
ENTENDA O ASSUNTO
O termo fotovoltaica é o casamento de duas palavras: foto, que tem sua raiz na língua grega e significa luz e voltaica que vem de volt que é a unidade para medir o potencial elétrico. Para fazer isto, são utilizadas células solares formadas por duas camadas de materiais semi-condutores, uma positiva e outra negativa. Ao atingir a célula, os fótons da luz excitam os elétrons, gerando eletricidade. Quanto maior a intensidade do sol, maior o fluxo de eletricidade.
O material mais comumente utilizado é o silício. Por ser o segundo elemento mais abundante da face da terra, não há limites com relação à matéria-prima para produção de células solares. A eletricidade gerada pelas células está em corrente contínua, que pode ser imediatamente usada ou armazenada em baterias.
Em sistemas conectados a rede, a energia gerada precisa passar por um equipamento chamado inversor, que irá converter a corrente contínua em alternada com as características necessárias para atender as condições impostas pela rede elétrica pública. Assim, a energia que não for consumida pode também ser lançada na rede.
Veja Também
Isenção do IPTU pode ser solicitada até dezembro em Porto Velho
Padronização do número da unidade consumidora começa em Rondônia sem impacto na conta de energia