Hospital Central e Prontocordis suspendem internações na Capital; 9 de Julho entra em fase crítica

Dois hospitais particulares de Porto Velho anunciaram lotação máxima dos leitos de UTI e clínico que atendem pessoas infectadas com o Coronavírus. Na última quarta-feira (17) hospital Prontocordis suspendeu o atendimento a novos pacientes por 48 horas. Outros dois anunciaram que enfrentam sérios problemas.
No Hospital Central, o atendimento está sendo realizado para casos de Covid-19 que não precisam de internação, por conta dos leitos de UTI se encontraram lotados, segundo informou o gerente de enfermagem Matheus Rocha Leal. A unidade possui 22 leitos de UTI e mais de 80 leitos clínicos.
O gerente informou ainda, que o Hospital Central está dando todo o suporte para novos pacientes com sintomas de Covid-19 que procuram por atendimento. “Mas a internação não está sendo possível no momento”, disse.
Segundo o administrador do Hospital Prontocordis, Rafael Oliveira, a suspensão do atendimento para novos pacientes é em razão da ocupação máxima dos 12 leitos de UTI e dos 25 leitos clínicos ocupados por pessoas infectadas com o Coronavírus. “A decisão foi tomada para tentar amenizar a situação. Os atendimentos prestados nos leitos de UTI acabam sendo de longa permanência, então a rotatividade acaba sendo baixa. A demanda está sendo muito alta no momento”, afirmou.
Ao RONDONIAGORA, a coordenadora administrativa do Hospital 9 de Julho, Flávia Almeida, informou que a ocupação dos leitos de UTI e clínicos está chegando a sua capacidade máxima de internação.
O Hospital 9 de Julho conta com 15 leitos de UTI e 42 leitos clínicos. “Na segunda-feira (15) a unidade estava com 90% dos leitos ocupados, na terça-feira (16), 80% e na última quarta-feira (17) com 70%. É uma porcentagem que varia, pois depende da evolução clínica do paciente. O atendimento não está suspenso no momento, mas varia de acordo com o que o hospital pode fornecer de suporte”, finalizou Flávia Almeida.
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