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Rondônia, 07 de novembro de 2026
Geral

Irresponsável – Senador Angelo Coronel (PSD-BA) ameaça barrar Orçamento 2025

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da Assessoria

Em um ato que tem gerado revolta e preocupação, o Senador Angelo Coronel (PSD-BA) declarou que o Orçamento não será votado “se não houver acordo para liberar as emendas parlamentares”. A afirmação foi feita em referência às emendas que estão atualmente bloqueadas por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga supostos desvios e irregularidades no uso desses recursos.

O Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado de Rondônia (Sindsef/RO) se manifesta contra a postura do Senador Angelo Coronel (PSD-BA), classificando-a como “irresponsável” e “antidemocrática”. Diante da ameaça, os servidores federais já começam a se mobilizar para pressionar o Congresso a aprovar o Orçamento e garantir o reajuste de 9%. Greves, paralisações e manifestações estão sendo organizadas pelas entidades sindicais, que prometem intensificar a luta caso o impasse persista.

A revolta da categoria também se estende à percepção de que os servidores públicos estão sendo penalizados por uma disputa que não criaram, os trabalhadores que mantém o Estado funcionando sempre são os primeiros a serem prejudicados em situações como essa, usados como moeda de troca.

Fala do presidente do Sindsef/RO, Almir José: “Usar o Orçamento como instrumento de barganha política é um ataque direto aos servidores e à população que depende dos serviços públicos. Não podemos aceitar que nossos direitos sejam sacrificados por interesses particulares. O reajuste de 9% para os servidores federais, que já está longe de ser ideal, está previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) e não pode ser colocado em risco por jogos políticos. A ameaça de não votar o Orçamento de 2025 é uma afronta a todos os servidores que dedicam suas vidas ao serviço público e à população que precisa desses serviços para viver com dignidade. Exigimos que o Congresso cumpra seu papel e priorize o interesse público, garantindo a aprovação do Orçamento e o reajuste que merecemos.”

O desfecho desse impasse dependerá da capacidade de diálogo entre o Governo, o Congresso e o STF. Enquanto o senador Angelo Coronel mantém sua postura intransigente, os servidores federais seguem em alerta, prontos para lutar por seus direitos e pela aprovação do Orçamento de 2025.

A situação também reacende o debate sobre a necessidade de reformas no sistema de emendas parlamentares e na forma como o Orçamento é discutido e aprovado. Para muitos, a crise atual é um reflexo da politização excessiva de um instrumento que deveria priorizar o interesse público e o bem-estar da população.

Enquanto isso, os servidores federais esperam que o bom senso prevaleça e que o reajuste de 9% seja garantido, ainda que insuficiente. Afinal, em um cenário de incertezas, qualquer sinal de valorização é melhor do que nenhum.

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