Rondônia, 09 de julho de 2026
Geral

Justiça condena 7 integrantes de facção responsável por ataques violentos em Rondônia

A 4ª Vara Criminal de Porto Velho condenou 7 integrantes de uma organização criminosa investigada na Operação Red Ignis, que apurou os ataques registrados em Rondônia em janeiro de 2025. As penas variam de 5 anos e 4 meses a 8 anos, 3 meses e 16 dias de reclusão, conforme a participação de cada condenado.

A ação penal é resultado da investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Rondônia (MPRO), em conjunto com a Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (Fticco/RO). Segundo o MPRO, a apuração identificou uma estrutura criminosa responsável por coordenar ataques contra a segurança pública e o patrimônio em diversos municípios do Estado.

A Operação Red Ignis contou com apoio operacional da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) e mobilizou unidades especializadas das Polícias Civil e Militar, entre elas o Bope, o Bptar, o Bpchoque e batalhões de fronteira.

As investigações tiveram como foco os ataques coordenados registrados em janeiro de 2025, período em que ocorreram incêndios contra ônibus, destruição de bens públicos e ameaças a agentes estatais.

Durante a instrução processual, foi demonstrado que os integrantes da organização utilizavam um grupo de mensagens instantâneas para compartilhar informações, transmitir ordens e coordenar a atuação da facção.

Na sentença, o Juízo reconheceu a responsabilidade penal dos 7 acusados pelo crime de integração em organização criminosa, com aplicação das causas de aumento previstas na Lei nº 12.850/2013.

Além das penas de prisão, foram fixados regimes iniciais fechado e semiaberto, conforme a situação individual de cada réu. A decisão também manteve presos os condenados que já estavam custodiados e negou o direito de recorrer em liberdade nos casos em que permaneceram os fundamentos da prisão preventiva.

A sentença destaca ainda que relatórios técnicos, dados telemáticos obtidos com autorização judicial, depoimentos de testemunhas e demais provas produzidas durante o processo comprovaram a integração dos condenados à organização criminosa e sua participação na estrutura utilizada para disseminar orientações relacionadas aos ataques investigados.

SIGA-NOS NO

Veja Também

Campanha contra Influenza termina dia 30 no shopping

Sargento da PM é condenado a 21 anos por matar cabo "amigo" dentro de caminhonete em Porto Velho

MPF investiga razões de Rondônia não aderir a acordo para o enfrentamento à violência contra a mulher

Fiocruz abre inscrições para mestrado em Políticas Públicas em Saúde voltado a servidores de Rondônia