Léo Moraes nega dívida do IPAM, mas clínicas desmentem e dizem que sua gestão dá calote há 7 meses

O prefeito Léo Moraes resolveu se manifestar através das redes sociais do jornal RONDONIAGORA sobre a notícia do atraso nos pagamentos das clínicas conveniadas pelo Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município (IPAM), colocando em risco os atendimentos odontológicos, psicológicos e psiquiátricos. Na nota no Facebook, aplaudida por alguns bajuladores privilegiados na gestão municipal, Léo Moraes dispara a mentira: “A CONTA NÃO FECHA, UÉ. QUANDO ENTRAMOS AS DÍVIDAS ERAM DE ANOS ANTERIORES A 2025 OU EU ERA PREFEITO ANTES E NÃO SABIA?
Especialista em iludir a população com efeitos das novas tecnologias de mídia, especialmente no Tik Tok, Léo Moraes tenta imputar o débito de sua gestão para a administração anterior. Mas a nota enviada ao jornal da Clínica de Serviços de Reabilitação Multiprofissional Sou Luz desmente o comentário jocoso do prefeito de Porto Velho.
Segundo a empresa, “devido a inadimplência do plano IPAM SAÚDE os atendimentos realizados por nossos profissionais tornaram-se financeiramente insustentáveis. No dia 10/07, encaminhamos notificação oficial ao referido plano, solicitando a regularização do débito ou a formalização de uma proposta de negociação. Até o momento, não obtivemos retorno. Dessa forma, informamos que, a partir de 14 de agosto de 2025, todos os atendimentos vinculados ao IPAM SAÚDE serão suspensos integralmente. Lamentamos os transtornos e agradecemos pela compreensão diante desta medida necessária”.
Dívida é de janeiro a julho de 2025
Com dificuldade para pagar até conta de energia, em razão dos gastos desenfreados na gestão municipal, Léo Moraes inventa desculpas e tenta justificar os atrasos do IPAM. Mas a verdade aparece através do protesto de várias clínicas que garantem que desde o mês de janeiro até o final de julho não receberam um único centavo do IPAM. A única medida adotada pela gestão atual foi aumentar salários, através de projetos enviados para a Câmara de Vereadores, e criar novos cargos para aliados dentro da estrutura do instituto, que segundo Léo, está à beira da falência.
Prefeito dizia que Plator e Eixo Norte também eram mentiras, mas foi corrigido pelo Tribunal de Contas
Mas já é costume do prefeito Léo Moraes não argumentar sobre acusações ou denúncias contra sua gestão. É mais fácil gritar: “É tudo fake news”. Foi assim nos casos em que o jornal denunciou a carona à Ata de Registro de Preço da Plator Engenharia no valor de R$ 35 milhões. No mesmo dia da notícia, Léo mandou sua assessoria classificar a informação como mentirosa e espalhou na mídia parceira de Porto Velho. Não demorou e o Tribunal de Contas abriu Procedimento Apuratório Preliminar (PAP) relatado pelo conselheiro Paulo Curi. Após reuniões no próprio TCE, Léo desistiu da ata e resolveu cancelar o contrato. O tempo respondeu quem era o mentiroso da história. Clique e confira:
Outro caso em que Léo Moraes também tentou desclassificar a notícia sobre a carona a Ata de Registro de Preço da Eixo Norte por mais de R$ 27 milhões, cujo contrato seria efetuado com a empresa envolvida em sérias denúncias de corrupção em Tocantins. Mais uma vez o Tribunal de Contas interviu e Léo Moraes foi obrigado a cancelar a adesão e o contrato. O Tribunal comemorou o feito em seu site oficial. Clique e confira.
Agora, com comentário insidioso, Léo Moraes tenta desqualificar mais uma vez a notícia do RONDONIAGORA, jogando a culpa na gestão anterior. Mas não foi assim no caso Plator e Eixo Norte, ou parece que o gestor esqueceu dos vexames dos meses passados.
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