Mais de 700 casos de tuberculose foram registrados em 2018, diz Agevisa

De janeiro a novembro de 2018, a Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) registrou 721 casos de tuberculose em Rondônia. Um levantamento feito pelo órgão mostrou que dos pacientes diagnosticados, 44 abandonaram o tratamento e retornaram com a doença.
Em comemoração ao dia 24 de março, Dia Mundial de Combate à Tuberculose, a Agevisa vai intensificar as campanhas de combate à doença nos 52 municípios, entre os dias 20 a 26 de março. O foco será voltado para a redução do abandono ao tratamento da doença e importância da vigilância dos contatos próximos ao paciente.
Como estratégia para conclusão do tratamento e cura, o Tratamento Diretamente Observado (TDO) pode ser realizado em todas as unidades de saúde, por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem ou agente comunitário de saúde, que devem observar e administrar o medicamento acompanhando o paciente todos os dias ou três dias na semana, evitando a entrega da medicação para ser utilizada em casa. Sem o tratamento a transmissão acontece de forma latente.
A Agevisa atualiza o protocolo que deve ser seguido pelos municípios e orienta a execução da vigilância nas unidades para que, além do tratamento dos doentes, a preocupação seja também com a realização de exames dos contatos, onde há transmissão das doenças às pessoas mais próximas aos pacientes infectados.
O Ministério da Saúde está implantando um protocolo da vigilância de infecção latente com capacitação para os profissionais de saúde de todo o Estado para que eles possam descobrir quem está doente e quem está infectado, haja vista a diferença no tratamento.
A pessoa infectada não apresenta nenhum sintoma, mas por meio do exame é confirmada a prova tuberculínica positiva. O tratamento da Infecção Latente por Tuberculose (ILB) é feito com uma medicação que deve ser administrada no mesmo período em que a pessoa é diagnosticada com a tuberculose, prevenindo que ela adoeça.
Dados divulgados pela Agevisa mostraram que em 2017, 16,3% dos pacientes de tuberculose abandonaram o tratamento, dado considerado alto em relação ao que é preconizado pelo Ministério da Saúde com a taxa de cura de 85% e abandono de no máximo 5%. Os casos de óbito são relacionados aos pacientes que abandonaram o tratamento e aqueles que tiveram o diagnóstico tardio.
Transmissão, sinais e sintomas
A doença é transmitida por via aérea, a bactéria se instala no pulmão. Em algumas pessoas, a imunidade faz encapsular a bactéria e não desenvolve a doença, em outras pessoas a doença é manifestada para outros órgãos. O tipo mais comum é de tubérculo no pulmão, mas pode ocorrer no fígado, rins, ossos e olhos, onde o diagnóstico é mais difícil de ser definido.
Inicialmente a tosse pode ser seca e com alguns dias a tosse se torna produtiva, com catarro, há perda de peso, febrícula que não ultrapassa 38 graus e, geralmente, ocorre o febril no final da tarde, há moleza e dispneia (falta de ar) e, em casos mais avançados, há presença de sangue no catarro e fraqueza, podendo levar a óbito com a ausência do tratamento.
O tratamento padronizado é gratuito por seis meses em todas as unidades de saúde, onde o paciente passa por uma avaliação médica mensalmente para situação clínica.
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