Moradores do Bairro Planalto bloqueiam via em frente ao TJ contra ordem de desocupação de área ocupada há 6 anos

Mais de 100 famílias do Bairro Planalto, localizado na Zona Leste de Porto Velho, bloquearam a Avenida Farqhuar, em frente do Tribunal de Justiça (TJ), na manhã desta segunda-feira (30), para protestar contra uma liminar que determina a desocupação do local no prazo de cinco dias.
O local corresponde a uma área identificada como Quadra 100, que foi ocupada pelos manifestantes há cerca de seis anos. Um possível proprietário do imóvel solicitou a reintegração de posse e, agora, a Justiça autorizou. O dono da área não foi identificado.
Morando no Bairro Planalto há três anos, a idosa Ivanilde Constâncio, de 75 anos, diz não ter para onde ir e pede resposta as autoridades. “Depois desse tempo todo lutando para construir minha casa que eu tanto sonhei eles querem me tirar de lá. Eu e os outros moradores não temos para onde ir e nós não vamos sair das nossas casas. A gente quer uma resposta e só vamos sair daqui quando tiver algo positivo para todos os moradores”, pediu a moradora.
Umas das primeiras moradoras do bairro, Maria de Fátima, de 42 anos, viu a área se desenvolver e diz que não vai sair da sua casa. “Eu cheguei em 2008 no meu bairro, comprei construí um barraco de madeira pra morar e agora chega um advogado e diz que temos que sair do local. Eu não tenho onde morar e nem condições de comprar outra casa e de lá só saio quando morrer porque já gastei muito pra agora abandonar o que é meu”, afirma.
A dona de casa Juciane Correia, de 33 anos, mora há um ano na quadra 100 e pede solução para o problema. “Nós já procuramos as autoridades várias vezes para tentar resolver nosso problema porque a gente precisa de ajuda. O homem que diz ser o proprietário da área é o dono de uma imobiliária e mandou a gente sair de lá no prazo de cindo dias. Agora, a última alternativa foi vir fazer manifestação em frente ao Tribunal de Justiça e daqui só saímos quando resolver nosso problema”, diz a moradora.
Rose Araujo, 40 anos, reclama do descaso das autoridades por não ajudar as famílias que moram na localidade. “Eles não estão nem ai pra gente porque somos pobre e eles só estão ouvindo o homem que diz ser dono dos terrenos porque ele tem dinheiro. O oficial de justiça foi lá no dia 22, deu o prazo de cinco dias para sairmos, o prazo já venceu e não vamos desocupar o local. Ninguém aqui tem para onde ir e nem condições de comprar outra casa”, garante a moradora.
Um grupo formado por seis moradores do bairro foi recebido para uma reunião no Tribunal de Justiça de Rondônia.
Veja Também
Sesau informa as vacinas essenciais antes do período de Carnaval
Conta de energia: Rondônia já soma mais de 30 ganhadores em campanha que premia quem paga via Pix
Foram executados: após dias desaparecidos, corpos de amigos são encontrados em Porto Velho
Operação Sinal Zero reforça fiscalização de monitorados eletrônicos em Porto Velho e Candeias