Rondônia, 02 de setembro de 2026
Geral

Moradores serão retirados de áreas em risco, próximo ao Madeira

Moradores do Bairro Triângulo em Porto Velho, nas proximidades do Rio Madeira, estão com a casas em risco de desabamento e vão ser retirados pela Defesa Civil. Depois do aparecimento de rachaduras, 8 famílias já foram orientadas a saírem das residências.

De acordo com os moradores, o problema começou após o conserto de um bueiro, realizado pela gestão passada.

O comerciante Erinaldo Alvez de Brito, de 47 anos, mora no bairro há mais de 20 anos e se sente prejudicado por não ter para onde ir. “Eu sempre trabalhei com comercio, minhas mercadorias já foram retiradas lá do meu deposito, porque é onde está desabando. A gente não foi indenizado ainda e não temos para onde ir, mas se continuar do jeito que está, é o jeito a gente sair, porque não vou arriscar minha vida e nem a da minha família”, disse o comerciante.

“A minha casa ainda não foi afetada, mas já está próximo o barranco, então a gente já está saindo. A Defesa Civil veio aqui e pediu para a gente sair, e eu tive que ir para a uma casa emprestada. Essa história de que a gente já foi indenizado, não é verdade. Se tivéssemos recebido algo, nós não estaríamos mais aqui arriscando nossas vidas, eu peço que eles resolvam nossa situação”, implora a pescadora Josselma Batista, 35 anos.

Com a casa atingida pelo desbarrancamento e agora morando de aluguel, Rodolfo Lemos da silva, de 48 anos, conta que esse problema é recente e teve que sair da sua casa às pressas. “Nós saímos daqui com urgência, porque começou a desbarrancar tudo e para não acontecer algo pior, tive que abandonar minha casa. Eu estou morando de aluguel, porque não tenho mais casa, e eu peço que o novo prefeito nos ajude”, diz.

Segundo o diretor de departamento de Defesa Civil, Marcelo Santos, os moradores foram notificados para saírem de casa, mas permaneceram e as casas serão interditadas. “Para resguardar vidas, nós iremos interditar essas moradias que ficam próximo ao barranco. Os moradores já receberam o convite para sair das casas, mas eles não aceitaram ir para os apartamentos, alegando terem gastado muito para construir suas casas, e o nosso trabalho de preservar vidas vai ser feito, principalmente interditando o local”, disse Marcelo.

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