MP já investiga caso do pai que jogou filha contra a parede; menina de 3 anos é deficiente
A Promotoria de Justiça de Ouro Preto do Oeste instaurou inquérito para apurar as circunstâncias de uma queda que causou sérias lesões no fêmur da pequena A.V., de 3 anos de idade, uma criança portadora de necessidades especiais e que não desenvolveu a fala. Ela foi atendida na noite de domingo no Pronto Socorro do Hospital Laura Maria Carvalho Braga, e encaminhada em seguida para Ji-Paraná, ao Hospital Regional.
Num primeiro momento a mãe da criança, que segundo os funcionários do Hospital Municipal estava alcoolizada, alegou que a menina havia caído do colo do pai. No entanto, a avó materna da criança desmentiu e disse que o pai é quem teria arremessado a filha contra a parede da casa, que fica no Bairro Alvorada (Industrial), e revelou que o casal vive em pé de guerra e as brigas são constantes.
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Deficiente, criança de 3 anos quebra o fêmur ao ser jogada contra a parede pelo pai
De acordo com João Pereira, técnico de enfermagem que acompanhou a vítima ao hospital de Ji-Paraná, ela foi atendida pelo ortopedista, e como para fazer o procedimento de anestesia e recolocar o osso no lugar a menina precisava estar de jejum, foi feita uma tala de gesso no local da quebradura. De acordo com o técnico, disse que a criança sentia muita dor e não podia ser tocada que gritava muito, e além do osso quebrado também apresentava um galo no meio da testa por causa da queda. “O osso deslocou a uma diferença de uns três centímetros. Ela foi de Ouro Preto a Ji-Paraná chorando”, detalhou. A avó foi acompanhando a criança para Ji-Paraná, porque a mãe estava muito embriagada, não tinha condições. O Conselho Tutelar também acompanhou a transferência da menina.
O promotor Evandro Araújo Oliveira, titular único da 2ª Promotoria de Justiça de Ouro Preto do Oeste, confirmou a abertura do inquérito já na segunda-feira pela parte da manhã. Ele salientou que os fatos são sigilosos, não pode dar maiores detalhes, e a partir de agora a questão criminal deve ser apurada pela polícia. O promotor enviou oficio a direção do hospital solicitando informações e o prontuário de atendimento da criança.
Embora não possa se manifestar a respeito da investigação, o promotor Evandro Araújo garantiu que se ficar constatado que houve uma ação violenta culminando no grave ferimento da criança indefesa, o responsável será punido. “Eu vou investigar para saber o que de fato ocorreu. Se comprovado que houve violência deliberada, ou grave negligência, os pais podem perder a guarda e até mesmo serem destituídos do poder familiar”, concluiu.
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