NA AUSÊNCIA DO CHEFE, PROCURADORES ENVIAM NOTA, MAS DESCONHECEM INSTAURAÇÃO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO CONTRA TRINDADE
Na ausência do procurador-chefe do Ministério Público Federal em Rondônia, Francisco Marinho, e cinco dias após denúncia da All TV e Rondoniagora de envolvimento do procurador Reginaldo Pereira da Trindade em questões relacionadas à Reserva Roosevelt, chega às redações uma nota oficial de teor ofensivo em defesa do membro do MPF. A assessoria de imprensa do órgão informou na manhã desta segunda-feira que o procurador-chefe está em Brasília e não soube responder de que forma ele teria assinado a nota. Aliás, não há nenhuma assinatura digital na nota.
O ofício 069/2008 do MPF de Rondônia enviado à jornalista Ivonete Gomes, em caráter confidencial, solicita cópia de todos os documentos e filmagens para embasar o Processo Administrativo nº 1.31.000.000369/2008-56 aberto para apurar as denúncias contra Reginaldo Pereira da Trindade. Há, portanto, uma grande contradição entre a nota enviada na ausência do procurador-chefe e o ofício assinado por ele que trata de procedimentos apuratórios em âmbito administrativo.
Na nota oficial a Procuradoria da república diz que vem acompanhando perplexa, todas as tentativas de obstruir os trabalhos investigatórios e judiciais do Ministério Público Federal em Rondônia, atacando, de maneira sistemática, a atuação de um de seus representantes neste estado. O texto mal escrito e confuso não explica de que forma a imprensa estaria prejudicando investigações. O MPF usa o termo FONTES para se referir a informantes que teriam revelado um plano sórdido para vincular no futuro (a Procuradoria deve ter agora um pai de santo por lá) o procurador Reginaldo e seus familiares com drogas e diamantes.
De fato, na primeira reportagem uma garimpeira diz que o procurador faz lobie para um empresário que quer dominar o garimpo de Roosevelt colocando em operação uma máquina chamada planta. O envolvimento com droga, como fala a Nota Oficial, é novidade no caso.
Veja Também
Três policiais militares perdem cargos após condenação em esquema de usura
Imóvel abandonado será demolido após laudo da Defesa Civil em Porto Velho
Exame toxicológico passa a ser exigido na primeira habilitação das categorias A e B
Sindsef/RO e Sinasefe reúnem-se com o Decipex para defender pautas cruciais dos ex-Territórios