Nível do Madeira cai mais de um metro em uma semana e sai da “Cota de Alerta” em Porto Velho

Dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) demonstram que o nível do rio Madeira está em queda nos últimos 7 dias e após a decretação de Situação de Emergência pela Prefeitura de Porto Velho. Dos 15m12 registrados em 29 de maio, a régua de medição na capital estava em 13m99 às 10h15 desta quarta-feira (6), afastamento pelo menos por enquanto a possibilidade de grave cheia.
Mesmo com esses números, a Prefeitura informou que segue monitorando o rio diariamente
A decisão sobre a Situação de Emergência foi formalizada por meio do Decreto nº 21.945. O ato classifica o desastre como inundação e se baseou em fundamentos legais federais e municipais, além de parecer técnico da Defesa Civil que confirmou a gravidade do cenário.
Segundo a gestão municipal, está sendo mantida operação contínua de acompanhamento hidrológico para monitorar o comportamento das águas e adotar medidas preventivas diante da possibilidade de nova elevação do nível do rio.
O trabalho é coordenado pela Defesa Civil Municipal, que utiliza sistemas nacionais de monitoramento, dados meteorológicos, estações telemétricas e equipes em campo para garantir respostas rápidas em caso de agravamento da cheia.
Para acompanhar a evolução do rio, o município utiliza como base técnica as informações disponibilizadas pela ANA e pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, plataformas que reúnem dados hidrológicos e imagens por satélite capazes de apontar o volume de chuvas nas cabeceiras e estimar os impactos no rio Madeira com antecedência de até cinco dias.
As informações são cruzadas diariamente com as leituras das réguas de medição e das estações telemétricas instaladas em pontos estratégicos da bacia, permitindo que a Defesa Civil tenha uma visão precisa da movimentação das águas desde as regiões rio acima até a chegada em Porto Velho.
Entre os principais pontos de referência utilizados pelo município estão Fortaleza do Abunã, Abunã, Porto Velho, São Carlos e Papagaio, locais que servem como base para captação de dados e acompanhamento do avanço da cheia ao longo do curso do Madeira.
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