Rondônia, 19 de junho de 2026
Geral

Nove meses depois do aumento nada mudou na Capital

Porto Velho oferece uma das tarifas mais caras e um dos piores serviços do país em se tratando de transporte coletivo.  Mais de nove meses depois do reajuste abusivo de R$ 2,30 para R$ 2,60, nada mudou para o cidadão que depende dos serviços prestados pelas empresas de transporte coletivo da capital. Falta de abrigos, linhas insuficientes, ônibus sujos, velhos e superlotados, atrasos, falta de um terminal de passageiros e tantas outras mazelas ainda estão presentes  no cotidiano  do portovelhense.


Quanto aos vereadores que foram eleitos para discutir as questões locais, elaborar leis exequíveis, fiscalizar os atos do Executivo Municipal, trabalhar em função da melhoria da qualidade de vida da população, parecem ter esquecidos da população que os elegeu. Em meio as  tantas mazelas, se dão ao direito de silenciar diante do clamor do povo.

Longe de mim incitar a desordem e a falta de diálogo como forma de buscar soluções dentro de um princípio democrático, mas há momentos em que precisaríamos ser ousados como foram os estudantes gregos. Talvez hoje  teríamos um transporte coletivo de qualidade, uma saúde municipal que atendesse com dignidade a população e certamente não haveria tantas obras paralisadas, diante de tantos recursos federais e das compensações.  
Muitas das promessas feitas pelo Prefeito e pelo Conselho  Municipal  de Transportes (Comtrans), através de termos em que as empresas se comprometeriam a melhorar a prestação de serviços aos usuários, se quer saíram do papel. Em parte, a população acaba sendo a maior culpada e prejudicada. Culpada, porque se cala e o silêncio acaba se tornando omissão ao  aceitar esses e tantos outros desmandos. 
Quanto aos vereadores que foram eleitos para discutir as questões locais, elaborar leis exequíveis, fiscalizar os atos do Executivo Municipal, trabalhar em função da melhoria da qualidade de vida da população, parecem ter esquecidos da população que os elegeu. Em meio as  tantas mazelas, se dão ao direito de silenciar diante do clamor do povo.

Longe de mim incitar a desordem e a falta de diálogo como forma de buscar soluções dentro de um princípio democrático, mas há momentos em que precisaríamos ser ousados como foram os estudantes gregos. Talvez hoje  teríamos um transporte coletivo de qualidade, uma saúde municipal que atendesse com dignidade a população e certamente não haveria tantas obras paralisadas, diante de tantos recursos federais e das compensações.  

Bosco Cardoso - Jornalista

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