Rondônia, 30 de março de 2026
Geral

Novo secretário de saúde diz que construção de hospital de urgência e emergência é prioridade

Nesta quinta-feira, Fernando Máximo esteve em Brasília em busca de recursos para a saúde rondoniense

Um dos maiores desafios na nova gestão estadual é desafogar o maior pronto-socorro do estado, o Hospital João Paulo II, que acumula pacientes em corredores e área externa da unidade de saúde. O novo secretário, o médico Fernando Máximo, que será empossado no cargo nessa sexta-feira (4), disse que o foco é terminar a construção do novo hospital de urgência e emergência na Capital.

Máximo comparou o problema na saúde como o pior incêndio existente hoje. “É o hospital de urgência e emergência onde as pessoas estão sofrendo internadas corredor, numa área onde não tem paredes tem apenas cobertura, tomando sol e chuva. Isso é revoltante a gente não pode aceitar isso. Estamos falando com o ministro da saúde para tentar conseguir verbas, dinheiro para começar a construção, o mais breve possível, de um novo hospital de urgência e emergência, que está embargado há alguns anos”, disse o futuro secretário, destacando a união da equipe “em prol de melhorar a saúde nosso povo”.

O médico reconhece que o trabalho não é fácil, que já foi tentado por outros gestores, mas ele credita o fato de conhecer a realidade do hospital, ser um impulso a mais para trabalhar. Fernando Máximo atua no JPII há cerca de 9 anos e diz conhecer o sofrimento tanto dos pacientes, quando dos profissionais que exercem suas atividades no local. “Então, eu vou trabalhar com muito afinco, por ter vivido na pele durante nove anos e sentido a cada dia o sofrimento do povo. Isso vai ser uma força a mais. Não está fácil. É um fardo pesado, a missão é árdua, mas nós estamos preparados, com muita força de vontade, honestidade e com muita fé em Deus para tentar vencer desafio”.

Parceria com o município
O Estado é responsável por atendimentos com especialidades e de alta e média complexidade. Inauguradas em setembro de 2012, as duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Porto Velho, localizadas nas zonas Sul e Leste, deveriam desafogar o pronto-socorro da capital. No entanto, problemas relatados diariamente fazem com que a população ainda lote o atendimento no JPII.

Para amenizar essa situação, Fernando Máximo disse que já começou as tratativas com o Município para estabelecer parcerias e fazer com que as UPAs melhores o atendimento. “Na fase de transição já conversei com a secretaria Eliane Pasini, da Secretaria Municipal de Saúde. O Estado vai auxiliar a Prefeitura em algumas coisas, em algumas orientações, algumas medidas que vamos tomar juntos para que também melhor atendimento das UPAs, porque isso faz com que desafogue o número de atendimento do João Paulo. Se a Prefeitura conseguir cumprir essa missão de melhorar o atendimento nas UPAs e nós do Estado, vamos dar apoio à Secretaria Municipal, isso vai fazer com que número de pacientes que vai ao João Paulo, obviamente, diminua e reduz o número de pacientes no corredor”, afirma.

Pacientes na área externa - estacionamento - do JPII
Pacientes misturados pelos diversos corredores e estacionamento do hospital

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