Operação no Rio Madeira prende seis pessoas por garimpagem ilegal
A Secretaria de Estado de Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), deu início a terceira fase da Operação Integrada Azougue que tem como foco combater a extração de ouro e outros minérios em área de proteção ambiental (APA) no Rio Madeira, em Porto Velho. A ação começou na quarta-feira (1º) e seis pessoas foram presas em flagrante, além de porções de ouro e mercúrio, dragas e embarcações foram apreendidas. Foram ainda lavradas multas que giram em torno de R$ 300 mil. Nesta quinta-feira, a ação continua com a retirada das embarcações dos rios.
De acordo com o tenente coronel André Glanert, a operação fiscaliza uma extensão de e 19 quilômetros que compreende desde as barragens da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, até a curva do Belmont. “A operação começou ontem e seis pessoas foram presas em flagrante na atividade de exploração. Foram lavrados os termos de apreensão e agora eles vão responder na Justiça. Os presos foram levados para a Superintendência da Polícia Federal e as dragas ficam com um fiel depositário, até a justiça solicitar”, explica.
A operação denominada Azougue em referência ao material utilizado para separar as impurezas do ouro garimpado . Polícias Militar, Civil e Federal, além da Sociedade de Portos e Hidrovia (Soph), Corpo de Bombeiros, Batalhão de Polícia Ambiental, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Marinha, Exército, Companhia de Operações Especiais (COE), Gefron e Núcleo de Operações Aéreas (NOA).
Segundo o tenente coronel, a garimpagem ilegal deixa muitos prejuízos ambientais, sociais e ainda financeiros. “Nós sempre damos a oportunidade para que eles se regularizem e saiam da APA. Há locais que tem autorização para a garimpagem legal, mas acredito que a expectativa de lucro faz com que muitos ainda permaneçam da ilegalidade”, diz
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