PARA CASSOL, QUEM NÃO CUMPRIU ACORDO FORAM AS MULHERES DE PMS
O governador Ivo Cassol (sem partido) descartou qualquer pedido de intervenção caso haja uma greve dos policiais militares em Rondônia. Mas deixou claro, em entrevista, que o descumprimento do acordo partiu das próprias mulheres dos PMs, que ameaçam fechar os quartéis a partir desta quinta-feira. Os policiais não tem motivo para reclamar de nada. Tudo que foi combinado foi cumprido. Quem não cumpriu sua parte foi a associação das mulheres, disse o chefe do Executivo, revelando que foram adicionados ao soldo dos PMs neste mês que passou 11.75%.
Corte de gratificações e salários dos comissionados
Ao tempo em que pede uma reflexão de todos os sindicalistas, inclusive da Educação, para o momento difícil que Rondônia vai passar, o governador também ameaça retirar a gratificação de todos os policiais que resolverem aderir ao movimento grevista. A minha prioridade é pagar o salário em dia. Não posso arriscar concedendo aumento a nenhuma categoria, assinalou o chefe do Executivo. Ele cita uma outra complicação para os próximos meses, mas com relação a uma dívida do Iperon com o Governo Federal no valor de R$ 52 milhões e que pode colocar o nome de Rondônia nos órgãos de proteção de crédito, impedindo, inclusive, de receber os recursos do PAC.
Corte de gratificações e salários dos comissionados
O governador Ivo Cassol voltou a repetir as possíveis medidas drásticas para evitar um colapso nas contas do Governo e a manutenção dos salários em dia do servidor público. Segundo ele, caso haja necessidade, os vencimentos dos secretários de Estado e de todos os servidores comissionados serão reduzidos em 30%. As gratificações, auxílios, bônus, produtividade e outros benefícios extras também serão cortados. O momento é de união e não de baderna ou politicagem, criticou Cassol.
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