Percentual de vacinação contra gripe em grávidas e crianças ainda está baixo; Campanha encerra dia 31

Faltando menos de dois dias para o fim da campanha de vacinação contra a gripe, que começou dia 10 de abril em todo o país, a procura pela dose ainda é baixa pelo grupo de crianças e gestantes em Porto Velho. A campanha encerra na próxima sexta-feira (31) com a meta de vacinar 100% do grupo prioritário, que corresponde a 116.150 pessoas. A imunização é para grupos prioritários e integrantes de forças de segurança e de salvamento.
De acordo com o levantamento divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), o grupo de idosos já atingiu 100%, e professores e mulheres que tiveram bebê há 45 dias (puérpera), a meta também está prestes a ser alcançada. “Nossa dificuldade até o momento é para atingir a meta de vacinação em crianças e gestantes que está abaixo de 50%, e isso é muito preocupante porque esse é um grupo muito vulnerável e com a cobertura mais baixa”, disse a gerente de imunização da Semusa, Elizeth Gomes.
Geralmente, quem lota os hospitais, segundo a gerente de imunização, são os grupos de crianças e gestantes. “Infelizmente eles lotam os hospitais com doenças respiratórias porque não foram vacinados. Lembrando que a vacina não é só para gripe, porque ela previne três tipos de vírus importante que são a influenza B, H2N3 que já tivemos casos esse ano em Porto Velho, H1N1 e as complicações de uma gripe, como por exemplo, pneumonia”, enfatizou Elizeth Gomes.
Em todas as campanhas, o grupo dos idosos são um dos primeiros a baterem a meta de vacinação. “Nossos idosos atenderam o chamado e a meta foi alcançada 100% este ano. Os idosos são os primeiros a procurar as salas de vacina nas campanhas”, disse a gerente de imunização.
A meta é vacinar 45 mil crianças e 7 mil gestantes. “Um dos motivos da procura está baixa, é porque as gestantes ficam com medo, mas ela tem que colocar em mente que ela está se prevenindo juntamente com seu filho. Toda vacina que a gestante toma ela protege o feto também”, explicou Elizeth Gomes.
No caso das crianças que dependem dos pais para se vacinar, a gerente de imunização disse que não justifica dizer que não levou o filho para vacinar porque não teve tempo, já que o dia nacional da vacinação foi no sábado e o número foi baixo de crianças vacinadas. “Nós estamos indo até as escolas, fizemos o dia nacional num sábado e mesmo assim poucos pais levaram seus filhos para vacinar. Já tivemos casos de óbitos na capital, e isso é inaceitável quando se tem uma vacina para prevenir”, enfatizou.
Todas as vacinas para crianças menores de 5 anos, a Semusa tem dificuldade para atingir a meta. “Temos que ir para as creches e escolas para buscar essas crianças. A gente sempre participa de ações sociais, identificamos que tem crianças no local, mas os pais não levaram o cartão ou não querem vacinar. A resistência é dos pais”, finalizou Elizeth Gomes.
Quem deve se vacinar
Devem receber a dose crianças com idade entre 6 meses e menores de 5 anos; grávidas em qualquer período gestacional; puérperas (até 45 dias após o parto); trabalhadores da saúde; povos indígenas; idosos; professores de escolas públicas e privadas; pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.
Profissionais das forças de segurança e salvamento também passaram a fazer parte do público-alvo da campanha neste ano. Por meio de nota, o ministério informou que o grupo inclui policiais civis, militares, bombeiros e membros ativos das Forças Armadas, totalizando cerca de 900 mil pessoas.
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