Rondônia, 12 de junho de 2026
Geral

PM diz que rosto de advogado espancado ficou desfigurado após queda

A ocorrência registrada pela PM contra o advogado Isac Neris Ferreira dos Santos afirma que as lesões que deixaram seu rosto desfigurado foram causadas por uma queda, enquanto ele segurava o policial militar Egnaldo Cícero Mariano. Após ser espancado, o advogado teve que receber tratamento no Pronto Socorro João Paulo II, pelo cirurgião Ricardo Bohorquez e encaminhado em seguida ao Hospital Oswaldo Cruz, atendido pelo oftalmologista Cristiano Matos de Araújo.  A OAB de Rondônia denunciou o caso como tortura e pediu o afastamento e prisões dos envolvidos. A OAB Nacional repudiou as agressões e exigiu providências do Estado.

Na ocorrência, assinada pelo militar Jhoni Vieira Novais, a versão da queda é destacada em várias ocasiões. Em uma delas, confusa, diz que o advogado caiu após segurar o colete de Egnaldo Cícero. "Informo que no momento em que o conduzido tentou arremessar o SD. PM Egnaldo no solo, segurando-o pelo colete, suas mãos ficaram presas e o conduzido caiu com o rosto no solo, momento em que, tanto o policial quanto o conduzido vieram a cair ao solo, por esse motivo há escoriações no rosto do conduzido. Da ocorrência, o fardamento militar do referido soldado foi danificado. Informo ainda que, por diversas vezes, tanto o conduzido como o policial militar se debatiam no solo”.

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Ainda de acordo com o que narraram os policiais, mesmo caído, o advogado desferia socos e pontapés no “policial Egnaldo, principalmente na cabeça, sendo que o policial militar teve que usar da força física moderada e técnicas de imobilização para contornar a situação”.

As imagens do advogado mostram ele algemado, com vários hematomas pelo corpo e lesões na cabeça e olhos. O rosto ficou deformado.

De toda a confusão, a PM diz que seu soldado ficou machucado e que mais tarde, Egnaldo Cícero reclamou de dores na cabeça. Outra envolvida, a PM Elisângela da Silva Barbosa disse que tinha dores nos dedos e mãos.

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