Prefeitura alerta sobre aumento de casos de leptospirose em Porto Velho; uma pessoa morreu

O período de intensas chuvas que ocasionam alagações deixou o Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Saúde de Porto Velho em alerta para o aumento dos casos de leptospirose na capital rondoniense. De janeiro a fevereiro deste ano foram confirmados dois casos da doença, com uma morte. Há ainda pelo menos 25 notificações em investigação.
Em 2017, segundo dados do Programa Estadual de Vigilância e Controle da Leptospirose, foram notificados 314 casos suspeitos de leptospirose, sendo 26 pacientes confirmados com a doença, ocorrendo duas mortes. Já os dados notificados pelo Cemetron revelam que, no ano passado, foram 58 casos suspeitos de leptospirose, desse total, 10 casos foram confirmados e ocorreu um óbito.
De acordo com a Semusa, a incidência de leptospirose aumenta durante o período chuvoso e nas áreas de alagações, enchentes e transbordamento de esgotos ou córregos, pois propiciam a disseminação e a existente de ratos, facilitando a ocorrência de surtos.
A leptospirose é uma doença infecciosa transmitida ao homem pela urina de roedores, principalmente por ocasião das enchentes.
Para tentar conscientizar a população sobre os riscos da doença, a Semusa, em parceria com a Defesa Civil, está trabalhando na assistência com as pessoas atingidas pela cheia do Rio Madeira através de orientações e medidas de prevenção.
Sintomas da doença
Os principais sintomas da leptospirose são febre, dor de cabeça e dores pelo corpo, principalmente nas panturrilhas, vômito, diarreia e tosse. Nas formas graves pode aparecer ictericia (pele e olhos amarelados).
O período de incubação pode variar de 1 a 30 dias, normalmente ocorre de 7 a 14 dias após a exposição a situações de risco.
Ao sentir algum sintoma após a exposição de risco, procurar imediatamente uma unidade básica de saúde para atendimento médico, informando sempre a data do ocorrido e o período até a procura por auxílio médico.
Todas as unidades básicas de Porto Velho estão aptas para realizar os exames e fazer o diagnóstico. Se o caso for confirmado é feito o encaminhamento para tratamento. A leptospirose pode levar a óbito em pouco tempo se não for diagnosticada precocemente.
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