Prefeitura derruba quiosques abandonados no Centro Histórico de Porto Velho

A prefeitura de Porto Velho demoliu dois dos cinco quiosques existentes na calçada da estação da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), na Avenida Farqhuar. A ação ocorreu na manhã desta quarta-feira (12) e teria sido motivada pelo abandono, e se transformaram em incômodo aos moradores da igualmente antiga vila ferroviária.
Os imóveis, que foram concluídos no fim de 2010, estavam abandonados e deteriorados e foram, ao longo dos anos, começaram a servir de abrigos a usuários de drogas e assaltantes.
De acordo com o secretário de Indústria, Comércio e Turismo, Júlio César Siqueira, os outros três quiosques também serão demolidos na medida em que forem desocupados. A operação foi acompanhada por Giovani Barcelos, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), atendendo orientação do Ministério Público e assistida por moradores do local.
Apesar de estarem em área da ferrovia, os quiosques, segundo Barcelos, não são tombados pelo Iphan. “Estamos aqui apenas para acompanhar a operação numa área patrimonial histórica”. As unidades derrubadas ficavam próximos à Avenida 7 de Setembro e à Rua 13 de Maio, no bairro do Cai N'água.
Presente
Ao perceber a movimentação em frente de sua residência, Donina Roberto Uchôa Matos ficou feliz ao ser informada que a prefeitura faria a demolição dos quiosques. “Graças a Deus! Finalmente vamos ficar livres desse problema”, disse. “Não aguentávamos mais tanto incômodo e medo com a insegurança, com o acúmulo de usuários de drogas”, reforçou Donina, mãe de uma professora que utiliza a rota durante à noite, quando chega do trabalho.
Viúva do ferroviário Antônio Gonçalves Matos, último almoxarife da Madeira-Mamoré, Donina mora na região há mais de 50 anos. Ela considerou a operação da prefeitura como presente, já que ela faz aniversário nesta quarta-feira.
Melhorias
Ao confirmar que os planos são de demolir os outros três quiosques, Júlio César explicou que a ação representa melhorias, já que há um ambicioso projeto de revitalização do complexo da Madeira-Mamoré, “que dará novo aspecto ao Centro Histórico de Porto Velho e abrigará novos boxes para os comerciantes com segurança, o que, infelizmente, não existe hoje”.
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