Rondônia, 30 de março de 2026
Geral

Preso por corrupção, Júnior Donadon quer voltar a ser procurador na Prefeitura ou, receber mesmo sem trabalhar

A juíza Liliane Pegoraro Bilharva, da 1ª Vara Criminal, negou as pretensões do ex-vereador Ângelo Mariano Donadon Júnior, acusado por corrupção e que até bem pouco tempo estava preso. Donadon queria agora que a Justiça o deixasse voltar ao serviço público. Ele alegou que é advogado do Município de Vilhena, pediu para retornar, ou, receber mesmo sem trabalhar.

O ex-vereador explicou no pedido à Justiça, que renunciou a um novo mandato, mas a juíza entendeu que as medidas determinadas pelo Tribunal de Justiça, que são o afastamento de qualquer função pública e monitoramento, devem continuar. “Pois bem. Inicialmente convém destacar que a prisão preventiva do requerente foi revogada pelo Tribunal de Justiça, sendo que este Egrégio Tribunal impôs as aludidas cautelares diversas da prisão em favor do réu, de modo que, a priori, entendo que estas são plenamente proporcionais ao caso em análise. Como é cediço, a prisão constitui a medida extrema, de ultima ratio, de modo que as medidas cautelares aplicadas em favor do requerente, se revelam menos gravosas do que a prisão preventiva, sendo certo que estas foram decretadas no intuito de preservar a instrução criminal, assim como, servir como forma de controle da status libertatis do requerente, dos crimes em tese, por este praticados.”

A juíza explica que admitir que o político retome suas funções de procurador público tornaria a decisão inócua, “pois como uma pessoa que está processada por crimes contra a administração pública, pode continuar a participar da mesma. Como já afirmado a gravidades dos crimes citados na denúncia, faz com que deva se preservar o “bem público” em detrimento do interesse privado.”

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