Rondônia, 31 de janeiro de 2026
Geral

Procurador-geral eleitoral pede a cassação do governador

Após a leitura do relatório feita pelo ministro Arnaldo Versiani, no julgamento do pedido de cassação do governador de Rondônia, Ivo Cassol, e do vice João Cahulla, o procurador-geral Eleitoral, Roberto Gurgel, expôs os motivos para pedir a cassação dos dois por compra de votos e abuso de poder econômico nas eleições de 2006.

De acordo com o procurador-geral, a compra de votos ficou amplamente comprovada em inúmeros depoimentos de vigilantes que trabalhavam em uma empresa de segurança de propriedade do candidato ao Senado Expedito Júnior. Relatou que, perto das eleições, a quase totalidade dos vigilantes foi procurada por fiscais da empresa, sob a promessa do recebimento de R$ 100 por depósito em conta corrente para que votassem no candidato à reeleição Ivo Cassol.

Sustentou que o Ministério Público Eleitoral (MPE) requisitou instalação de inquérito policial, onde ficou comprovado que os R$ 100 foram depositados nas contas dos vigilantes. “A compra de votos ficou amplamente comprovada, evidenciada em inúmeros depoimentos de vigilantes”, disse o procurador-geral. Segundo ele, além dos depoimentos e das informações das agências do Banco do Brasil para o pagamento do dinheiro, houve o uso da Secretaria de Segurança Pública do estado na tentativa de coagir os funcionários a mudarem os depoimentos. No entanto, afirmou, “os depoimentos são harmônicos, complementares e coesos entre si e demonstram a realização de captação de votos”.

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