Professores 'cercam' Alex Testoni na rua, mas prefeito não negocia e quer acabar com a greve na Justiça
Na manhã desta sexta-feira, 21, dezenas de professores da rede municipal de Ouro Preto, que estão em greve desde o último dia 10, encontraram com o prefeito Alex Testoni no meio da rua, durante mais uma manifestação da categoria. Após ser rodeado pelos trabalhadores da educação e lideranças sindicais, o prefeito conversou com os manifestantes, mas manteve sua decisão de não apresentar uma nova proposta, informando que aguardará a decisão da Justiça antes de uma nova manifestação; sendo que a prefeitura desistiu da ação que havia ingressado em Ouro Preto, após não conseguir a liminar requerida, e ingressou com uma nova ação diretamente no Tribunal de Justiça em Porto Velho.
Para o presidente do STPMOP, Delísio Ferreira, a estratégia do prefeito de tentar acabar com a greve na Justiça já teve suas primeiras derrotas, pois o juiz de Ouro Preto não concedeu liminar contra a greve e tentou uma conciliação, que foi recusada por Alex Testoni; agora ele está tentando uma nova liminar, desta vez no Tribunal de Justiça. Enquanto isso, a população e os alunos são prejudicados pela falta de diálogo que poderia colocar um fim na greve. "O jurídico do sindicato está confiante de que o prefeito não terá êxito em usar a Justiça contra a greve, pois todos as formalidades legais para deflagração da greve foram cumpridas pelo Sindicato", afirma Delísio Ferreira. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) tem acompanhado e apoiado a mobilização do STPMOP.
Os trabalhadores em educação reivindicam, também, o retorno da gestão democrática, com eleição dos diretores de escola, que Alex Testoni extinguiu em 2009, sob a alegação de que seria inconstitucional, mas que o próprio Estado tem este sistema; a retirada de ações contra o presidente do sindicato e contra a greve; diferenciação entre os pisos salariais dos professores que em 2009 era de R$ 950,00 para nível médio e R$ 1.415 para o nível superior, sendo que atualmente é R$ 1567,00 para todos. O STPMOP questiona, ainda, o excesso de comissionados, pois Ouro Preto tem 1.200 servidores e teria aproximadamente 400 comissionados, o que representa 25% do total; sendo que, segundo informações oficiais, o Estado teria 5% de comissionados; além da falta de transparência nos gastos com educação.
Para o presidente do STPMOP, Delísio Ferreira, a estratégia do prefeito de tentar acabar com a greve na Justiça já teve suas primeiras derrotas, pois o juiz de Ouro Preto não concedeu liminar contra a greve e tentou uma conciliação, que foi recusada por Alex Testoni; agora ele está tentando uma nova liminar, desta vez no Tribunal de Justiça. Enquanto isso, a população e os alunos são prejudicados pela falta de diálogo que poderia colocar um fim na greve. "O jurídico do sindicato está confiante de que o prefeito não terá êxito em usar a Justiça contra a greve, pois todos as formalidades legais para deflagração da greve foram cumpridas pelo Sindicato", afirma Delísio Ferreira. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) tem acompanhado e apoiado a mobilização do STPMOP.
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