Rondônia, 30 de março de 2026
Geral

Público infantil de escolas recebe orientação sobre autoproteção contra violência sexual

Garantir a autoproteção social no enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes tem sido uma constante do Poder Judiciário Rondônia por meio da Vara de Proteção à Infância e Juventude (2º Juizado). A vasta programação da 1ª Semana de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes foi também direcionada às escolas da rede municipal de Porto Velho e Candeias do Jamari. O público infantil das escolas recebeu oficinas com abordagem focada nos direitos das crianças e adolescentes.

Na quinta e sexta-feira a equipe psicossocial do 2º Juizado da Infância e Juventude, formada por assistentes sociais e psicólogos, realizou oficinas em três escolas da rede municipal de ensino em diferentes áreas urbanas de Porto Velho e uma em Candeias do Jamari. As escolas visitadas foram Francisco Elenilson Negreiros, Ely Bezerra de Salles, São Miguel. Em Candeias do Jamari foi a escola Flor Do Palheiral. Em todas os locais foram distribuídos materiais informativos produzidos pelo juizado.

Para essa ação socioeducativa foram utilizadas ferramentas pedagógicas como a apresentação de um vídeo e leitura do livro. O conteúdo preventivo do vídeo apresenta a narrativa com a presença de uma personagem infantil que ensina como se cuidar e se defender em situações de possíveis abusos. Já o livro Pipo e Fifi, de autoria de Caroline Arcari, como literatura infantil, funciona como um instrumento de proteção, explica conceitos básicos sobre o corpo, sentimentos, convivência e trocas afetivas. De modo simples ensina a diferenciar toques de amor de toques abusivos, apontando caminhos para o diálogo e a proteção.

Nesta sexta-feira, no município de Candeias do Jamari houve uma sessão especial na Câmara Municipal com a participação dos professores da rede municipal de ensino e à tarde a oficina para os alunos do ensino fundamental da escola

Para a assistente social, servidora do Tribunal de Justiça, Denise Campos, o trabalho de sensibilização garante a orientação e defesa. “Esse trabalho de sensibilização em defesa da criança e do adolescente faz parte de um trabalho permanente com um olhar protetivo. Este ano resolvemos aderir à campanha nacional fazendo uma alusão ao dia 18 de maio, quando se comemora o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”, disse.

Combate

Em um ranking de 40 países o Brasil é o 11º colocado no combate ao abuso sexual infantil e à exploração. O estudo, divulgado em janeiro deste ano, é apontado pelo Out of the Shadows Index.

A pesquisa analisou os países melhores colocados no combate ao abuso sexual infantil e à exploração. O Brasil ficou com a média de 62 pontos, acima da média do grupo, que foi de 55 pontos. O relatório do estudo destaca o importante papel das leis de proteção das crianças assim como o aumento do engajamento do setor privado, da sociedade civil e o fortalecimento do tema na mídia.

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