Rondônia, 23 de setembro de 2026
Geral

Resolução da Anvisa, que proíbe bronzeamento artificial, continua valendo em Porto Velho

Uma profissional liberal, que atua no ramo de bronzeamento artificial, teve mandado de segurança preventivo negado, em sentença proferida pelo Juízo da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Porto Velho. Sob alegação de que a resolução 56/2009, da Anvisa, foi anulada pela Justiça Federal, em São Paulo. A ação visava impedir possível lacramento de maquinários, utilizados em estética, assim como evitar o impedimento do exercício da profissão, pela Secretaria Municipal de Saúde de Porto Velho.

A sentença narra que “a Resolução nº 56/09, da Anvisa, proíbe, em todo território nacional, o uso dos equipamentos para bronzeamento artificial, com finalidade estética, baseada na emissão da radiação ultravioleta (UV)”. E, no caso, o reconhecimento da nulidade foi restrita ao Sindicato Patronal dos Empregadores em Empresas e Profissionais Liberais em Estética e Cosmetologia do Estado de São Paulo, pela 24ª Federal do referido Estado.

Ainda segundo a sentença, a nulidade pelo Juízo Federal não favorece a profissionais, no caso, porque não é vinculante; por outro lado, “a Resolução n. 56/2009, da Anvisa, não foi declarada nula nacionalmente, sendo seus efeitos válidos nesta Jurisdição (de Porto Velho) até que venha a ser questionado no Juízo competente”. A análise da legalidade da resolução, portanto, “não é cabível a este Juízo (1ª Vara da Fazenda) e sim ao Juízo Federal”, sentenciou o magistrado.

Além disso, a sentença finaliza narrando que não há como identificar lesão ou ameaça a direito da profissional sob o aspecto da legalidade da norma, sendo que qualquer atuação de agente da saúde municipal, no cumprimento da resolução em questão, mostra-se legítima.

SIGA-NOS NO

Veja Também

Após TJRO liberar licitação de R$ 8,47 bilhões, nenhuma empresa apresenta proposta para serviços de água e esgotos em Rondônia

TJRO derruba liminar na véspera da entrega de propostas e libera licitação de R$ 8,47 bilhões para água e esgotos

TJRO decide que ICMS compensado em acordo com Estado entra no cálculo de repasses aos municípios

Sindsef/RO: adicional de fronteira para servidores passa em comissão e vai à Câmara