Sem os braços, paratleta opta pelo atletismo na busca de classificação nos Jogos Paralímpicos Escolares

Aos 12 anos, o paratleta João Eduardo Faustino Soares descreve uma história de superação e aposta no atletismo porque não pode competir em duas modalidades individuais. A segunda opção dele era o tênis de mesa, mas o sonho de medalha está na prova de velocidade de 100 metros na fase estadual da etapa paralímpica dos Jogos Escolares de Rondônia (Joer), que encerra na quarta-feira (9), em Cacoal. A competição é classificatória à etapa nacional do Paralímpica Escolar, que acontece de 20 a 25 de novembro, em São Paulo (SP).
“Faço muitas atividades sozinho, como vestir camiseta, tomar banho, me alimentar, brincar e jogar no computador”, disse o menino, exibindo as habilidades ao alcançar o teclado do computador com os pés para acessar a internet no Centro de Convivência do Joer, em Cacoal. “Gosto de vários jogos e navego sempre nas redes sociais”, disse, reforçando a aptidão pelo equipamento eletrônico.
João Eduardo teve dos dois braços amputados depois de sofrer um acidente de trânsito com o pai, quando tinha três anos de idade. Ele teve que aprender a utilizar os pés em tarefas simples, como pentear o cabelo e escovar os dentes, por exemplo.
“Faço muitas atividades sozinho, como vestir camiseta, tomar banho, me alimentar, brincar e jogar no computador”, disse o menino, exibindo as habilidades ao alcançar o teclado do computador com os pés para acessar a internet no Centro de Convivência do Joer, em Cacoal. “Gosto de vários jogos e navego sempre nas redes sociais”, disse, reforçando a aptidão pelo equipamento eletrônico.
A meta de João Eduardo é subir no pódio garantindo a classificação à etapa nacional. “É um sonho representar minha escola, cidade e o estado em competição nacional”, disse o estudante da Cooperativa Educacional de Vilhena (Coopevi), que vem treinando regularmente nos últimos seis meses. A prova no atletismo será na tarde desta terça-feira.
Assim como João Eduardo, outros 657 paratletas, técnicos, dirigentes e árbitros participam desta etapa Especial Paralímpica em Cacoal. A competição, disputada nas modalidades de futsal, atletismo, natação, tênis de mesa, bocha e bocha convencional, envolve paratletas de 72 escolas de 20 municípios. O evento é uma organização da Gerência de Educação Física, Esporte e Cultura Escolar (Gefece), da Secretaria de Estado da Educação (Seduc).
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